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Polícia prende 1.000 pessoas que negavam acesso de mulheres a templo na Índia

25/10/2018 13h26

Nova Délhi, 25 out (EFE).- A Polícia do estado de Kerala deteve, aproximadamente, mil pessoas acusadas de impedir a entrada de mulheres em um famoso templo do sul da Índia na semana passada, apesar da recente determinação do Supremo Tribunal que permite o acesso, informou nesta quinta-feira à Agência Efe o principal porta-voz da corporação, Pramod Kumar.

"Nos últimos dois dias, detivemos pouco mais de mil pessoas, mas ainda estamos contabilizando os números", afirmou Kumar.

De acordo com o diretor de informações, a Polícia está fazendo uma operação especial para identificar e prender manifestantes que bloquearam a entrada de várias mulheres no templo de Sabarimala durante os cinco dias em que permaneceu aberto.

Entre outras medidas, as autoridades distribuíram centenas de imagens dos manifestantes aos chefes de Polícia dos distritos de Kerala.

"Os detidos ainda estão sob custódia policial. Ele serão apresentados ao Tribunal ao término da operação, que deve durar mais dois dias", disse ele.

O local dedicado ao deus Ayyappa só abre ao público em determinadas semanas do ano, ao contrário da maioria dos templos. No último dia 17, o lugar funcionou pela primeira vez desde a sentença que determina a suspensão da centenária proibição de entrada de mulheres com idades entre dez e 50 anos.

De acordo com a tradição, mulheres em idade menstrual são consideradas impuras.

Várias mulheres foram ao templo escoltadas por policias e até usando capacete e colete à prova de bala, mas nenhuma tentativa foi bem-sucedida e todas foram obrigadas a voltar.

Nos seis últimos dias, episódios de violência entre as forças de segurança e os manifestantes foram recorrentes, e a polêmica chegou ao campo político quando a seção regional do partido nacionalista BJP, o mesmo do primeiro-ministro, Narendra Modi, e do histórico Partido do Congresso, se uniram aos fiéis nas manifestações contrárias à lei.