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Pentágono afirma que enviará mais tropas que as já anunciadas à fronteira sul

30/10/2018 19h37

Washington, 30 out (EFE).- O Pentágono enviará tropas adicionais, além dos 5.239 militares que já anunciou que mandará à fronteira sul dos Estados Unidos, afirmou nesta terça-feira o comandante do Comando Norte das Forças Armadas, o general Terrence J. O'Shaughnessy.

"5.239 militares é o mínimo, serão enviadas mais tropas", disse O'Shaughnessy em entrevista coletiva realizada na sede do Departamento de Defesa dos EUA.

O governo americano informou ontem do envio de 5.239 soldados para a fronteira com o México durante esta semana para responder à chegada de duas caravanas de imigrantes centro-americanos, que avançam pelo México na direção norte.

O general não quis entrar em números específicos e se limitou a rejeitar que, como anteciparam alguns meios de comunicação, o Pentágono esteja cogitando o envio de 14.000 militares no total.

"Honestamente, nem sequer sei de onde saiu isso, esse não é um parâmetro com o qual estejamos trabalhando", garantiu o comandante.

O'Shaughnessy também não deu detalhes sobre os custos ou a duração da presença das tropas, mas assegurou que o exército conta com militares na reserva preparados para a missão.

O chefe militar frisou que o objetivo da missão é ajudar o Departamento de Justiça e o Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça (CBP) em tarefas de vigilância da fronteira, e detalhou que parte das forças enviadas farão parte do Corpo de Engenheiros do Exército.

Sobre o número exato de soldados já posicionados na fronteira, O'Shaughnessy afirmou que neste momento já há cerca de mil militares no estado do Texas.

"Esse número muda literalmente ao mesmo tempo que falamos porque hoje mesmo estão indo mais tropas ao Texas", explicou.

Perguntado pelas críticas recebidas por esta medida, uma decisão tomada em plena campanha para as eleições legislativas de 6 de novembro, O'Shaughnessy alegou que outros presidentes atuaram da mesma maneira no passado, embora tenha reconhecido que o não fizeram durante uma campanha eleitoral.