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Internacional

Rússia fecha Estreito de Kerch após incursão da Marinha da Ucrânia

25/11/2018 09h53

Moscou, 25 nov (EFE).- A Rússia fechou neste domingo o Estreito de Kerch, que une os mares Negro e de Azov, depois da incursão da Marinha da Ucrânia em suas águas territoriais, informou a empresa portuária que administra o tráfego marítimo na região da Crimeia.

"A passagem através do Estreito de Kerch para as embarcações civis está fechada", comunicou Alexei Volkov, diretor-geral da empresa Portos Marítimos Crimeanos, a veículos de imprensa oficiais.

O Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB) da Crimeia acusou três navios da Marinha ucraniana de se dirigirem do mar Negro em direção ao estreito sem terem solicitado permissão para o trânsito, o que as autoridades russas consideram "uma provocação" que tem como objetivo desencadear "uma situação de conflito na região".

Depois de denunciar a violação das águas territoriais, o FSB da Crimeia afirmou que os navios ucranianos "manobram perigosamente" e se negam a se subordinar.

O FSB destaca que está adotando "todas as medidas para garantir a segurança da navegação e a ordem do tráfego de embarcações nos mares Negro e de Azov, e no Estreito de Kerch".

Por outro lado, a Marinha da Ucrânia alega que seus três navios - duas lanchas artilhadas e um rebocador - "continuam cumprindo no mar as missões das quais são encarregados, em cumprimento com as normas do direito do mar".

Previamente, a Marinha ucraniana denunciou através do Facebook que a lancha de guarda da fronteira russa "Don" bateu em um de seus rebocadores, cujo motor e casco foram danificados no incidente, o que Kiev considera uma "provocação".

A tensão no Mar de Azov foi aumentando desde a inauguração em maio deste ano da ponte de 19 quilômetros que liga a Crimeia à Rússia, o que levou Moscou a aumentar consideravelmente o número de inspeções dos navios que passam pelo Estreito de Kerch, o que Kiev considera um bloqueio, de fato, de seus portos.

Diante da anexação russa da Crimeia e o conflito armado com os separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, a tensão atraiu a atenção da União Europeia, dos Estados Unidos e da Otan, que não hesitaram em assumir uma posição a favor de Kiev.

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