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Dois navios com 49 imigrantes a bordo pedem solução urgente à Europa

31/12/2018 09h05

Roma, 31 dez (EFE).- Duas organizações alemãs que salvaram com seus navios 49 imigrantes no mar Mediterrâneo e que continuam à espera de um porto seguro reivindicaram nesta segunda-feira à Europa uma solução urgente para desembarcar estas pessoas, dada a iminência do mau tempo.

O navio Sean Watch 3, da ONG homônima, resgatou no dia 22 de dezembro 32 imigrantes no Mediterrâneo, enquanto a embarcação "Professor Albrecht Penck", da organização humanitária Sean-Eye, socorreu outros 17 imigrantes no último sábado.

Ambas embarcações continuam em alto-mar à espera de uma autorização para atracar em um porto seguro para desembarcar os resgatados, entre os quais há homens, mulheres, crianças e um bebê.

Por isso as ONGs emitiram hoje um comunicado conjunto no qual reivindicam aos países europeus "uma conclusão oportuna e segura de ambas as operações de resgate antes que acabe este ano de 2018".

O chefe de missão Sean Eye, Khan Ribbeck, argumentou que "a lei marítima diz claramente que deve se reduzir ao mínimo o tempo que as pessoas resgatadas permanecem no mar".

Por sua vez, o chefe da Missão de Sean-Watch 3, Philipp Hahn, tachou de "absolutamente imoral que nenhum estado europeu assuma a responsabilidade" e lembrou que na Alemanha há 30 cidades dispostas a receber os resgatados.

"O fato de ainda estarmos no mar é um fracasso para todos e cada um dos Estados membros da União Europeia, sobretudo para o ministro do Interior da Alemanha", Horst Seehofer, afirma Hahn.

Dada sua posição no Mediterrâneo, as duas ONGs acreditam que desembarcar os imigrantes na ilha de Malta seria "a opção mais lógica" e cogitam a hipótese de, como em casos anteriores, estas pessoas serem depois alocadas em vários países europeus.

No entanto, as organizações consideram que o mais urgente é desembarcar estes imigrantes: "Os problemas de redistribuição devem ser resolvidos em terra, depois de um desembarque seguro", acrescentaram.

"Manter-se no mar não só prolonga inutilmente a viagem das pessoas resgatadas, mas aumenta os riscos para a sua saúde e segurança diariamente", afirmam as ONGs, que advertem sobre a piora das condições do mar nas próximas horas. EFE