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ONG diz que 2018 foi o ano menos mortífero desde início da guerra na Síria

31/12/2018 11h39

Cairo, 31 dez (EFE).- O ano de 2018 foi menos mortífero na Síria desde o início do conflito no país, em 2011, com quase 20 mil pessoas mortas, entre elas 6.482 civis, informou nesta segunda-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Do número de vítimas civis, 1.437 eram menores de idade e 886 mulheres, indicou a ONG, que também registrou a morte de 5.852 combatentes sírios pertencentes às Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por curdos, e outro movimento.

As FSD, apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, realizam desde setembro do ano passado diferentes operações militares contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), que se encontram ainda apostados no leste do país árabe.

Entre os extremistas unidos às fileiras do EI, da Organização de Libertação do Levante (ex-filial síria da Al Qaeda) e outros partidos islâmicos que operam no país, a ONG elevou o número para 2.746 mortos de diferentes nacionalidades.

Além disso, do lado das forças governamentais do presidente sírio, Bashar al Assad, o Observatório documentou a morte de 1.722 soldados, assim como de 2.237 combatentes aliados ao governo.

Setembro de 2018 foi o mês, segundo o Observatório, no qual menos civis morreram desde o início do conflito na Síria, com 139 vítimas.

Nos meses anteriores de 2018 o número de mortes foi superior devido a ofensivas militares em diferentes pontos do país, onde o Exército sírio e seus aliados conseguiram recuperar o controle da maior parte do território que estava sob controle das facções armadas opositoras.

Desde o início do conflito na Síria, o Observatório documentou a morte de mais de 350 mil pessoas no país, embora esse número possa chegar a meio milhão com os casos não verificados. EFE