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Empresas japonesas recebem cartas de extorsão com pó altamente tóxico

29/01/2019 09h06

Tóquio, 29 jan (EFE).- Pelo menos 14 empresas japonesas, incluindo dois veículos de imprensa, receberam nos últimos dias cartas de extorsão que em alguns casos continham um pó altamente tóxico, informou nesta terça-feira a emissora pública de televisão "NHK".

Fontes policiais disseram que a substância é cianureto de potássio, um sal que pode causar a morte se for ingerido. Entre as empresas que receberam as cartas estão dois jornais de grande circulação no Japão, "Asahi" e "Mainichi".

O "Asahi" informou hoje que uma das cartas chegou à sua sede central de Tóquio tinha um pó branco no seu interior, enquanto o "Mainichi" deu conta do mesmo caso na última sexta-feira.

Também receberam envelopes parecidos empresas farmacêuticas e uma companhia de alimentação, entre os casos dos quais se teve conhecimento nos últimos dias.

Todas as cartas, segundo as fontes policiais, pedem aos destinatários que paguem US$ 30 mil em bitcoins se não quiserem evitar que os autores distribuam doses de cianureto de potássio por meios não especificados.

O jornal "Mainichi" informou que o remetente da carta que recebeu utilizou o nome de Shoko Asahara, líder da seita Verdade Suprema, autora do atentado com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995, que deixou 13 mortos e milhares de pessoas intoxicadas.

Asahara foi executado em 6 de julho do ano passado junto a outros seis integrantes da seita que tinham sido detidos.

O jornal "Asahi", por sua vez, também disse que a carta que recebeu em sua sede central tinha como remetente um antigo líder do mesmo grupo terrorista não identificado.

A polícia está investigando este caso de extorsão coletiva e suspeita que por trás destes envios há uma única pessoa. EFE