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Pence e enviado de Guaidó falam de chegada de ajuda humanitária à Venezuela

30/01/2019 00h23

Washington, 29 jan (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e Carlos Vecchio, principal representante em Washington do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, falaram nesta terça-feira sobre como enviar ajuda humanitária ao país sul-americano.

"Nas próximas horas, estaremos anunciando como será a ajuda humanitária, quando chega e do que se trata a ajuda humanitária", disse Vecchio, horas depois da reunião com Pence e na saída de outro encontro com legisladores.

Vecchio, responsável de negócios de Guaidó nos EUA, reconheceu que obter ajuda para seu país é um "desafio" e, ao ser perguntado pela imprensa, não descartou que aconteça através da fronteira com a Colômbia e limitou-se a dizer que existe "várias opções" sobre a mesa.

"Eu confio no nosso povo e nas forças armadas, em que quando esses medicamentos e alimentos cheguem ao povo que está necessitando, nossos militares vão facilitar a entrada disso, não tenho dúvida de que isso vai acontecer".

Já na segunda-feira, o ex-prefeito venezuelano David Smolansky considerou que o bloqueio de ajuda humanitária por parte do presidente Nicolás Maduro, seria um "ponto de inflexão" para a camada militar, até agora fiel ao governante e cujo apoio é fundamental para quem quiser exercer o poder na Venezuela.

Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou que seu governo "está pronto" para fornecer mais de US$ 20 milhões em assistência humanitária ao "povo" da Venezuela.

Em comunicado sobre a reunião entre Pence e Vecchio, a Casa Branca não fez comentários sobre a ajuda humanitária e limitou-se a "enfatizar firmemente o objetivo de longa data dos EUA de restaurar a democracia na Venezuela por meio de eleições livres e justas".

Vecchio foi aceito como representante diplomático da Venezuela no último domingo por Mike Pompeo.

A confirmação de Vecchio como chefe da missão diplomática de Guaidó, que a Casa Branca reconhece como o legítimo presidente da Venezuela, aponta para a formação de uma embaixada paralela nos EUA, depois de Maduro ter rompido relações diplomáticas com Washington. EFE

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