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Após reunião em Bogotá, Mourão volta a descartar opção militar para Venezuela

25/02/2019 16h53

Bogotá, 25 fev (EFE).- O vice-presidente Hamilton Mourão voltou a afirmar nesta segunda-feira em Bogotá que a opção militar nunca esteve sobre a mesa no caso da Venezuela.

"Para nós a opção militar nunca foi uma opção. O Brasil sempre defende as soluções pacíficas de qualquer problema que ocorra nos países vizinhos. Defendemos a não-intervenção", disse Mourão a jornalistas na capital colombiana, onde está reunido o Grupo de Lima.

No entanto, ressaltou que o Brasil continuará "com a pressão diplomática, política e econômica" para que se chegue a uma solução na Venezuela "e que a Venezuela possa voltar ao seio das nações democráticas do mundo".

Para Mourão, a situação é similar à queda do muro de Berlim em 1989, já que ninguém acreditava que "iria cair da maneira como caiu".

"Na Venezuela é preciso ter paciência, resiliência e o povo venezuelano a teve nos últimos anos. Um pouco mais e a coisa vai se regular", destacou o vice-presidente.

Ao ser perguntado sobre as diferentes posturas na reunião do Grupo de Lima, da qual também participaram os Estados Unidos, Mourão explicou que "ninguém está apostando em uma solução militar".

Neste sentido, disse que o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, fez um apelo no início da reunião às forças armadas (venezuelanas) "para que fiquem do lado da democracia".

Sobre a tentativa do sábado passado de ingressar ajuda humanitária à Venezuela a partir da cidade colombiana de Cúcuta, Mourão ressaltou que "é preciso buscar outras vias para que a ajuda humanitária chegue a território venezuelano".

"É preciso fazer isso com toda calma e tranquilidade. Buscar uma solução mais pacífica", salientou.

Sobre a posição da China, destacou que o país asiático "está buscando receber o que a Venezuela lhe deve, independente do seu governo".

"A China tem uma concepção muito clara de que (Nicolás) Maduro não vai pagar. Quem vai pagar será (Juan) Guaidó e o seu grupo quando chegarem (ao poder)", acrescentou.

Por outro lado, o vice-presidente comentou que a Rússia "não tem condições de projetar poder na América do Sul". EFE