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Maduro diz que 5 militares ficaram feridos após levante opositor

01/05/2019 02h09

Caracas, 30 abr (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira que cinco militares ficaram feridos - dois deles estão em estado grave - após serem atingidos por disparos durante o levante liderado pelo líder do parlamento, o opositor Juan Guaidó, reconhecido como governante em exercício por cerca de 50 países.

Em pronunciamento em cadeia obrigatória de rádio e televisão, o líder venezuelano disse a princípio que havia cinco soldados que ficaram gravemente feridos e estavam em tratamento intensivo, mas depois corrigiu e disse que havia dois.

Ele também informou que outros três policiais também ficaram feridos durante a revolta do grupo militar que apoiou Guaidó e que, segundo ele, era composto por 25 homens uniformizados que tentam confirmar se estão na embaixada do Brasil em Caracas.

Maduro também disse que Guaidó "fracassou" na tentativa de "golpe", enquanto pedia que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) mantenha a "lealdade absoluta" e leve o slogan: "sempre leal, nunca um traidor!".

O líder venezuelano, que não tinha aparecido em público durante o dia, após o anúncio de Guaidó, surgiu na televisão acompanhado do presidente da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), Diosdado Cabelló, e do ministro da Defesa, Vladimir Padrino.

Maduro também informou que o general-chefe Gustavo González López voltou a comandar o Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) sem fornecer detalhes sobre o destino de quem até hoje atuava como diretor desse órgão, o general Manuel Ricardo Cristopher Figuera.

Alguns veículos de imprensa venezuelanos asseguram que Cristopher Figuera é um dos militares que se uniu a Guaidó na revolta militar da madrugada.

A Venezuela vem experimentando uma grande tensão política desde o mês de janeiro, quando Maduro jurou um novo mandato de seis anos, não reconhecido pela oposição e parte da comunidade internacional, e Guaidó proclamou um governo interino que conta com o apoio de mais de 50 países, incluindo o Brasil. EFE