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Manifestação que pede renúncia de presidente acaba com vários mortos no Haiti

09/06/2019 21h43

Porto Príncipe, 9 jun (EFE).- Várias pessoas morreram neste domingo durante as manifestações convocadas pela oposição do Haiti em várias cidades do país para exigir a renúncia do presidente, Jovenel Moïse, segundo denunciaram os organizadores da mobilização.

Milhares de haitianos saíram às ruas de Porto Príncipe e de outras cidades do país dias depois de o Tribunal Superior de Contas emitir um relatório que envolve uma empresa do presidente no suposto uso irregular de fundos da Petrocaribe, aliança em matéria de petróleo entre alguns países do Caribe com a Venezuela.

Várias testemunhas disseram à Agência Efe que um membro da Polícia matou a pedradas uma pessoa em frente à residência do presidente da República, e agentes da guarda presidencial atacaram contra um grupo de manifestantes, deixando um morto e vários feridos.

Além disso, haveria outros dois mortos entre os participantes da manifestação convocada em Cabo Haitiano, no norte do país, segundo os dados fornecidos pela oposição.

O porta-voz do setor democrático, André Michel, disse em entrevista coletiva que foram contados "sete mortos e mais de cem feridos".

"Hoje a população saiu pacificamente às ruas, mas Jovenel Moïse mandou a polícia para matar o povo. Não vamos parar até que tiremos Jovenel do poder", afirmou Michel.

Até o momento, as autoridades não divulgaram números oficiais de mortos e feridos.

O movimento cidadão Petrochalenger classificou de "inaceitável" o comportamento de muitos agentes da Polícia que "criam pânico e matam civis", e fez um apelo para os protestos continuarem, da mesma forma que vários grupos e sindicatos que anunciaram uma greve para segunda e terça-feira. EFE

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