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Com 98% dos votos apurados, Evo Morales tem vantagem para levar o primeiro turno

Presidente da Bolívia, Evo Morales, concede entrevista coletiva em que anuncia sua vitória na eleição - Aizar Raldes/AFP
Presidente da Bolívia, Evo Morales, concede entrevista coletiva em que anuncia sua vitória na eleição Imagem: Aizar Raldes/AFP

Em La Paz

24/10/2019 10h23Atualizada em 24/10/2019 21h33

A apuração de votos na Bolívia dá ao presidente do país, Evo Morales, uma pequena vantagem com a qual ele seria o vencedor no primeiro turno, com 98,42% das urnas apuradas.

Morales, candidato à reeleição pelo partido Movimento ao Socialismo (MAS), tem 46,83% dos votos, contra 36,7% do opositor Carlos Mesa, da aliança Comunidade Cidadã.

O presidente boliviano supera em 10,13 pontos percentuais seu principal rival nas urnas, o que garantiria a vitoria no primeiro turno.

O sistema eleitoral na Bolívia considera ganhador ainda no primeiro turno o candidato que obtiver mais de 50% dos votos ou, pelo menos, 40% com uma diferença de dez pontos percentuais sobre o segundo colocado, marca que está perto de ser alcançada por Morales.

Se nenhum candidato atingir essas porcentagens, os dois mais votados, neste caso Morales e Mesa, irão para o segundo turno, que seria disputado em dezembro.

Os outros sete candidatos têm percentuais muito mais baixos, com o terceiro lugar para o pastor presbiteriano de origem coreana Chi Hyun Chung, do Partido Democrata Cristão (PDC), com 8,83%, seguido pelo senador Óscar Ortiz, da Aliança Bolívia Diz Não, com 4,26%.

Mesa já afirmou que não reconhecerá a vitória de Morales no primeiro turno, ao denunciar uma "fraude gigantesca" por parte do órgão eleitoral a favor do presidente.

Já o presidente boliviano diz que as denúncias da oposição são uma tentativa de "golpe de Estado" para negar sua vitória no primeiro turno.

Protestos ocorrem no país desde a última segunda-feira (21), com incêndios em sedes do órgão eleitoral de várias regiões e confrontos entre partidários e opositores do presidente e com a polícia.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou o sexto parágrafo, com 98,2% das urnas apuradas, Óscar Ortiz, da Aliança Bolívia Diz Não, tinha 4,26% dos votos, e não 36,7%. A informação foi corrigida.