Topo

Evo Morales aceita asilo oferecido pelo México por razões humanitárias

11/11/2019 19h03

Cidade do México, 11 nov (EFE).- Após renunciar à presidência da Bolívia no domingo passado, Evo Morales aceitou o asilo oferecido pelo México "por razões humanitárias", informou nesta segunda-feira o secretário das Relações Exteriores mexicano, Marcelo Ebrard.

"Informo que há pouco recebi uma ligação do presidente Evo Morales, mediante a qual respondeu ao nosso convite e solicitou verbal e formalmente o asilo em nosso país", confirmou o chanceler em entrevista coletiva.

Ebrard explicou que o governo mexicano "decidiu conceder asilo por razões humanitárias" a Morales "em virtude da urgência que enfrenta na Bolívia, onde sua vida e integridade correm perigo".

"Procederemos de imediato a informar ao Ministério das Relações Exteriores da Bolívia, coisa que já fizemos, para que sob o direito internacional proceda a outorgar o correspondente salvo-conduto e as seguranças, assim como garantias de que a vida, a integridade pessoal e a liberdade do senhor Evo Morales não serão postas em perigo e que poderá ficar em segurança", acrescentou.

O chanceler, que não aceitou perguntas da imprensa, não revelou se Morales ainda está na Bolívia nem a data na qual viajará ao México.

Ebrard disse que já informou sobre a decisão à Organização dos Estados Americanos (OEA), invocando "a proteção internacional à vida, à libertade e à integridade de Evo Morales", e que ainda informará à ONU e ao Senado mexicano.

"Nossa tradição tem sido proteger os perseguidos políticos", reivindicou Ebrard, ao analisar que "a concessão de asilo é um direito soberano do Estado mexicano, de acordo com seus princípios normativos de política externa para proteger os direitos humanos e respeitar a autodeterminação dos povos".

No domingo passado, Evo Morales anunciou novas eleições presidenciais na Bolívia, após a OEA apontar irregularidades no pleito de 20 de outubro, no qual havia sido reeleito. No entanto, pouco depois, renunciou ao cargo, do qual se afasta após 14 anos no poder. EFE

Notícias