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Uruguai classifica saída de Morales na Bolívia como "golpe de Estado"

Evo Morales em entrevista à TV estatal da Bolívia - GETTY IMAGES
Evo Morales em entrevista à TV estatal da Bolívia Imagem: GETTY IMAGES

11/11/2019 10h41

O Uruguai foi outro país a se manifestar sobre a situação da Bolívia e classificou a renúncia do presidente Evo Morales como um "golpe de Estado" e expressou sua consternação com o "colapso do Estado de Direito" produzido no país.

"O Uruguai considera que não há argumento que possa justificar esses atos, em especial tendo anunciado algumas horas antes do presidente Morales sua intenção de convocar novas eleições, com base no relatório emitido pela missão eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA)", diz o comunicado do Ministério das Relações Exteriores uruguaio.

O governo uruguaio faz "um apelo urgente" a todos os atores bolivianos para encerrar os atos de violência e que o processo eleitoral "seja conduzido de acordo com as disposições da Constituição e das leis", para restaurar o estado de direito e respeitar plenamente os direitos humanos.

Na nota, o Ministério uruguaio também enfatiza que os direitos dos habitantes devem ser respeitados, bem como a inviolabilidade das representações diplomáticas estrangeiras e de seus funcionários.

Ontem, Morales confirmou sua renúncia à presidência após quase 14 anos no poder, com a saída da maior parte de seu governo, diante da onda de protestos nas últimas semanas motivada pelas acusações de fraude nas eleições realizadas no último dia 20 de outubro.

Também no dia de ontem, a Organização dos Estados Americanos (OEA) recomendou a repetição do primeiro turno das eleições e Morales anunciou que o pleito seria realizado novamente com um Tribunal Supremo Eleitoral renovado.

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