PUBLICIDADE
Topo

Maior parte de casos de surto em Melbourne surgiu em hotéis para quarentena

18/08/2020 12h55

Sydney (Austrália), 18 ago (EFE).- Hotéis designados para quarentena de viajantes internacionais são o grande foco no novo surto de Covid-19 em Melbourne, na Austrália, conforme revelou nesta terça-feira um especialista local a uma investigação judicial independente.

"É provável que uma grande proporção - cerca de 99% dos casos atuais de Covid-19 em Victoria - tenham tido origem em Rydges ou Stamford (hotéis)", disse Charles Alpren, epidemiologista do Ministério da Saúde de Victoria, a investigação judicial, publicada pela emissora pública "ABC".

O surto de Melbourne, detectado no final de junho, tem mais de 17,2 mil infecções, incluindo 351 mortes, enquanto as autoridades mantêm os 5 milhões de habitantes da cidade em confinamento até meados de setembro.

Enquanto o resto do estado de Victoria - segundo estado mais populoso do país - está sob medidas de restrição social para impedir infecções locais.

O epidemiologista também indicou que a sequência do genoma indica que 90% dos casos durante o surto estão ligados a uma família de quatro pessoas que retornou à Austrália em 9 de maio e estava confinada no hotel Rydges.

O especialista esclareceu que os "eventos de transmissão" nestes centros de quarentena não foram identificados, mas aparentemente esta família foi autorizada a andar acompanhada por seguranças.

As declarações de Alpren coincidem com as de Ben Howden, diretor do Instituto Doherty, que indicou à investigação que 99% dos casos registrados no final de julho em Victoria estavam ligados a três "redes de transmissão".

Os dados sugerem que a epidemia já atingiu seu pico e começa a se estabilizar em Victoria, que hoje registrou 222 novas infecções e 17 mortes.

Por sua vez, o estado vizinho de Nova Gales do Sul, que também foi afetado pelo surto de Melbourne, relatou três novas infecções hoje e incluiu o centro da cidade de Sydney, junto com outros bairros próximos, em sua lista de surtos de Covid-19. EFE

wat/phg

(foto)