PUBLICIDADE
Topo

Conteúdo publicado há
1 mês

Nova Zelândia vetará em suas águas futuros submarinos nucleares australianos

16/09/2021 20h33

Sydney (Austrália), 16 set (EFE).- A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse nesta quinta-feira que vetará a entrada nas águas do país dos futuros submarinos australianos de propulsão nuclear, em linha com uma política adotada no país nos anos 80.

O desenvolvimento do novo programa de submarinos nucleares é uma peça central de um pacto de defesa entre Austrália, Estados Unidos e Reino Unido, anunciado ontem e que visa fazer frente à China na região Indo-Pacífico.

Falando a jornalistas em Wellington, Ardern enfatizou que tanto a Austrália quanto seus parceiros conhecem a política neozelandesa "sobre navios e armas nucleares" e, portanto, entendem que "nossa posição sobre o veto dos submarinos movidos a energia nuclear em nossas águas permanece intacta".

Ela estava se referindo à política de desnuclearização adotada depois que o navio Rainbow Warrior, da organização ambientalista Greenpeace, foi afundado em Auckland em 1985, enquanto participava de uma campanha de protesto contra os testes nucleares franceses no Pacífico.

O afundamento do navio, que foi atribuído aos serviços secretos da França, levou a Nova Zelândia a se declarar área livre de usos nucleares e a proibir a implantação, testes e armazenamento de resíduos nucleares, assim como a parada de navios movidos a energia nuclear.

Durante o lançamento da aliança com EUA e Reino Unido, o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, prometeu que seu país "não está buscando armas nucleares ou estabelecendo uma capacidade nuclear civil". Já o presidente americano, Joe Biden, enfatizou que os submarinos que a Austrália adquirirá não terão "armas nucleares", mas serão "movidos por reatores nucleares".

Apesar do veto, Ardern garantiu que o pacto "em nada mudará" os "laços de segurança e inteligência com esses três países", e espera que o fortalecimento dos laços entre Washington, Camberra e Londres responda ao "objetivo coletivo que deve ser a conquista da paz e estabilidade e a preservação do sistema internacional baseado em regras" na região.