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2 meses

Blinken pede união de países americanos para "escorar" democracias

08/06/2022 20h41

Los Angeles (EUA), 8 jun (EFE).- O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, pediu nesta quarta-feira para que os países americanos trabalhem juntos para "escorar" suas próprias democracias e as dos vizinhos.

"Melhorar a democracia obriga que nós e os nossos vizinhos apoiem o estado de direito, os processos eleitorais, os direitos humanos e outros pilares das sociedades livres", disse em reunião de ministros das Relações Exteriores na 9ª Cúpula das América, em Los Angeles.

Blinken disse que os processos democráticos "nem sempre são fáceis ou rápidos", mas pediu para "trabalhar em conjunto" para resolver as deficiências.

"Há poucas regiões no mundo como esta onde se veem tantas democracias, com esquerda, direita e centro, que podem estabelecer um roteiro comum para abordar problemas complexos", declarou.

Durante o discurso, Blinken propôs investir na prevenção de novas pandemias, expandir o acesso à internet na região e acelerar a transição energética."Quando um país não faz o suficiente para detectar uma doença ou reduzir as suas emissões, está pondo em risco as pessoas da região e do mundo", analisou.

O secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse que a região enfrenta "desafios sem precedentes" em comparação com a primeira Cúpula das Américas, realizada em Miami em 1994, e apelou ao "reforço" da Carta Democrática Interamericana, um documento assinado em 2001.

A Cúpula oferece aos líderes da América uma oportunidade de reafirmar o seu compromisso com a democracia", disse Almagro, que aplaudiu as "propostas fundamentais" que os Estados Unidos trouxeram ao evento para a recuperação econômica e social na região.

A 9ª edição da Cúpula das Américas, que termina na sexta-feira, está sendo marcada pela decisão dos Estados Unidos de excluir os governos de Cuba, Venezuela e Nicarágua por considerarem que não respeitam a democracia. Vários líderes protestaram contra esta decisão, como o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, e o boliviano, Luis Arce, que cancelaram a presença. EFE