Egito condena a prisão perpétua apoiadores da Irmandade Muçulmana por atentado de 2013

Mohamed Abdella, Ahmed Tolba e Haitham Ahmed

Em Cairo (Egito)

Um tribunal egípcio condenou, neste sábado (29), dois partidários da Irmandade Muçulmana à prisão perpétua e outros 16 réus a 15 anos de prisão por um violento ataque a um bairro de Cairo em 2013, após a queda do ex-presidente Mohamed Mursi. O ataque, que deixou sete mortos, fazia parte de uma onda de violência que varreu o Egito depois que o exército removeu do poder o presidente islâmico eleito, Mursi, em julho de 2013 após protestos em massa contra seu governo.

Desde a retirada de Mursi, as autoridades realizaram julgamentos em massa de milhares de partidários da Irmandade Muçulmana, com centenas recebendo sentenças de morte ou longas penas de prisão. Mursi foi condenado em quatro casos desde sua deposição, incluindo uma pena de morte por uma fuga em massa da prisão em 2011.

Os 104 réus no caso deste sábado, apelidado pela imprensa local como o "caso Boulaq Abou al-Ela", faziam parte de uma manifestação pró-Irmandade Muçulmana que foi violentamente dispersa, deixando centenas de mortos.

Os réus foram julgados por uma série de acusações que incluíam assassinato, assalto, participação de um grupo armado, resistência à prisão, destruição de propriedade pública e propriedade privada e posse de armas de fogo, disseram fontes judiciais.

Do total, 86 dos réus foram considerados inocentes, acrescentaram as fontes.

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