Ex-assessor de Trump possivelmente violou lei com viagem à Rússia, dizem parlamentares

WASHINGTON (Reuters) - O ex-assessor de segurança nacional da Casa Branca Michael Flynn possivelmente violou a lei ao não obter permissão para ser pago por uma viagem à Rússia em 2015, disseram nesta terça-feira os líderes do comitê da Câmara dos Deputados.

Durante a visita, Flynn, tenente-general da reserva que assessorou a campanha presidencial de Donald Trump, jantou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

“O general Flynn tinha o dever e a obrigação de buscar e obter permissão para receber dinheiro de governos estrangeiros”, disse à jornalistas o republicano Jason Chaffetz, presidente do Comitê de Fiscalização da Câmara.

“Não parece para nós que isto foi buscado, ou que ele em algum momento recebeu esta permissão.”

O comitê investiga se Flynn divulgou completamente pagamentos de fontes russas, turcas ou de outros países.

“Como uma ex-autoridade militar, você simplesmente não pode receber dinheiro da Rússia, Turquia ou qualquer outro. E parece que ele recebeu este dinheiro. Foi inapropriado e há repercussões por esta violação à lei”, disse Chaffetz.

Flynn foi forçado a renunciar em 13 de fevereiro por não ter revelado conversas com Sergei Kislyak, o embaixador russo nos Estados Unidos, sobre sanções impostas a Moscou e enganou o vice-presidente Mike Pence sobre as conversas, que ocorreram em dezembro, antes de Trump assumir. 

(Por Eric Walsh e Tim Ahmann)

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