Coreia do Sul atira em objeto suspeito na fronteira com Norte em meio a crise de mísseis

Ju-min Park e Christine Kim

Em Seul

  • Lim Byung-shick/Yonhap via AP

    22.mai.2017 - Exército sul-coreano faz exercício com armamentos em Paju, perto da fronteira com a Coreia do Norte

    22.mai.2017 - Exército sul-coreano faz exercício com armamentos em Paju, perto da fronteira com a Coreia do Norte

O Exército da Coreia do Sul disparou tiros de aviso contra um objeto voador suspeito da Coreia do Norte, nesta terça-feira, em meio a tensões sobre o último teste de mísseis de Pyongyang, que gerou condenação internacional e um alerta da China.

A identidade do objeto continua incerta, segundo o Exército, mas a agência de notícias Yonhap afirmou ser possivelmente um drone. Mais de 90 tiros foram disparados em resposta até o objeto desaparecer dos radares.

A incursão ocorreu com as tensões já altas na península coreana após o teste de lançamento de míssil balístico pelo Norte no domingo, o qual Pyongyang afirmou provar avanços na busca da construção de uma arma com ponta nuclear que possa atingir alvos norte-americanos.

Os Estados Unidos têm tentado persuadir a China, principal aliada da Coreia do Norte, a fazer mais para controlar a Coreia do Norte, que tem conduzido dezenas de lançamentos de mísseis e que testou duas bombas nucleares desde o início do ano passado, desafiando as sanções e resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Norte não esconde seus planos de desenvolver um míssil capaz de atingir os Estados Unidos e tem ignorado pedidos de interromper seus programas de armas, mesmo da China. O país afirma que o programa é necessário para conter a agressão norte-americana.

"Pedimos à Coreia do Norte para que não faça nada para violar novamente as resoluções do Conselho de Segurança da ONU", disse o Ministro das Relações Exteriores da China Wang Yi em comunicado publicado no site do Ministério nesta terça-feira.

"Ao mesmo tempo, esperamos que todas as partes possam manter a moderação, não serem influenciados por cada incidente, [...] persistir no cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança na Coreia do Norte e perseverar com a resolução da questão através de meios pacíficos, diálogo e consultas."

Coreia: uma península dividida em dois; entenda

(Reportagem adicional de Michael Martina, em Pequim, e Tom Miles, em Genebra)

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