Justiça nega pedidos de habeas corpus de irmãos Batista e defesa vai agora ao STJ

  • Zanone Fraissat /Monica Bergamo

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou nesta sexta-feira (15) pedidos de habeas corpus feitos pelos defensores dos irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS. Os pedidos de liberdade foram feitos na véspera.

Os irmãos são acusados de insider trading, uso de informação privilegiada para lucrar no mercado financeiro. Ambos foram acusados de ganhar vendendo ações da JBS antes de um acordo de leniência em maio, no qual confessaram subornar políticos. Essa confissão derrubou as ações da empresa.

O advogado dos irmãos Batista Pierpaolo Cruz Bottini informou que vai recorrer, ainda nesta sexta, ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) da decisão que negou a liminar.

"A própria decisão reconhece a ausência de fato novo apto a justificar a prisão. A inexistência de qualquer outro preso preventivo no Brasil pela acusação de insider trading revela uma excepcionalidade no mínimo curiosa", disse o defensor por meio de nota.

Sob essa suspeita, Wesley foi preso em São Paulo na manhã de quarta-feira (13). Joesley já cumpria prisão temporária (com prazo de cinco dias) em Brasília por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin --essa prisão foi convertida ontem em preventiva.

Joesley deixou a sede da PF em Brasília com destino a São Paulo na manhã desta sexta para participar de audiência de custódia por ordem do Juiz da 6ª Vara Federal de SP na Operação Tendão de Aquiles. Ele chegou ao aeroporto de Congonhas, na zona sul, por volta das 11h45. A audiência está marcada para ocorrer às 15h.

Segundo a PF, o executivo Ricardo Saud também deixará a sede da PF hoje e será enviado ao presídio da Papuda, na capital federal. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, informou que vai recorrer das prisões. Ele afirma que a defesa tem receio pela segurança física dos seus clientes. Segundo o advogado, na mesma ala em que Saud deve ficar, na Papuda, há seis pessoas presas que foram delatadas pelo executivo. 

O defensor disse, ainda, que uma dessas pessoas, chegou a ameaçar de morte Saud. A PF não se manifestou sobre o assunto.

De acordo com a PF, o avião que transportou Joesley Batista, após deixar São Paulo, se encaminhará a Curitiba para pegar o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a Brasília. Eduardo Cunha será levado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal para ser ouvido por investigadores.

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