Sob nova estratégia de Trump, bombardeios dos EUA no Afeganistão atingem maior número desde 2010

Josh Smith

Em Cabul

  • Shah Marai/ AFP

    10.ago.2017 - Soldado americano senta na parte de trás de helicóptero militar durante voo sobre Cabul, no Afeganistão

    10.ago.2017 - Soldado americano senta na parte de trás de helicóptero militar durante voo sobre Cabul, no Afeganistão

Aviões de guerra norte-americanos no Afeganistão estão lançando bombas em números que não eram vistos desde o auge do envio de tropas em 2010, em um reflexo da nova estratégia anunciada pelo presidente Donald Trump em agosto para reduzir os limites a ataques e ampliar a abrangência dos alvos militantes.

Em setembro, por exemplo, a Força Aérea dos Estados Unidos lançou 751 bombas, um aumento de quase 50 por cento em relação às 503 de agosto, e alcançou o total mensal mais elevado em sete anos, mostraram dados dos militares.

"O aumento pode ser atribuído à estratégia do presidente para visar mais proativamente grupos extremistas que ameaçam a estabilidade e a segurança do povo afegão", disse a Força Aérea em um relatório mensal.

Seis caças F-16 adicionais foram enviados ao campo aéreo de Bagram, ao norte da capital Cabul, e mais bombardeiros B-52 foram designados para alvejar o Afeganistão partindo de bases no Golfo Pérsico, acrescentou o relatório.

As cifras da Força Aérea excluem ataques do Exército dos EUA, que mantém helicópteros armados e outras aeronaves no Afeganistão.

A estratégia de Trump para o sul asiático incluiu promessas de ampliar a autoridade para que forças norte-americanas ataquem militantes em solo afegão.

"Estes assassinos precisam saber que não têm onde se esconder; que nenhum lugar está fora do alcance do poder americano e das armas americanas", disse Trump no discurso de agosto em que revelou sua estratégia. "A retribuição será rápida e poderosa".

Os planos do ex-presidente Barack Obama para reduzir gradualmente a missão dos EUA no Afeganistão muitas vezes fizeram com que as tropas se limitassem a atacar o Taleban só em certas circunstâncias, como em legítima defesa.

Neste mês, o secretário de Defesa, James Mattis, confirmou ao Congresso que estas restrições seriam anuladas no plano de Trump.

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