Ex-prefeito de Caracas diz que oposição não participará de eleição na Venezuela

Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - A oposição não irá registrar um candidato para a eleição presidencial do dia 22 de abril na Venezuela, disse o prefeito de Caracas, atualmente no exílio, classificando a votação como uma "armadilha" preparada pelo presidente Nicolás Maduro.

Antonio Ledezma, detido sob prisão domiciliar em 2015, por supostamente planejar um golpe de Estado, antes de escapar para a Colômbia em novembro, pediu uma investigação da ONU sobre violações de direitos humanos na Venezuela e o envio de mais ajuda humanitária para o país.

"Não é um boicote. Nós estamos, na verdade, ignorando uma armadilha. Não podemos chamar de uma eleição, porque sabemos que será uma fraude", disse Ledezma à Reuters em Genebra, onde participava de uma reunião de direitos humanos organizada pelo grupo UN Watch.

"Sim, a eleição uniu a oposição porque nós compartilhamos a opinião de que essa eleição é apenas mais uma mentira do governo", disse, por meio de um tradutor.

O país com população de 30 milhões de pessoas está perto de um colapso econômico, com inflação de mais de 2 mil por cento no último ano e milhões sem o suficiente para comer.

Críticos dizem que a eleição é uma farsa, com os principais adversários de Maduro proibidos de concorrer e um órgão eleitoral submisso destinado a decidir a favor do partido governista. Maduro nega que o sistema seja antidemocrático.

"Não haverá nenhum candidato oficial da oposição. Por parte do governo o que temos visto é repressão contra os líderes da oposição, porque eles não querem participar já que isso legitimaria o processo", disse Ledezma, que agora vive na Espanha.

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