Líderes da UE estabelecem linhas de batalha para orçamento pós-Brexit

Por Jan Strupczewski e Gabriela Baczynska

BRUXELAS (Reuters) - Líderes da União Europeia apresentaram posições de abertura nesta sexta-feira para uma batalha sobre orçamentos da UE, que muitos admitiram que é pouco provável de ser resolvida antes de o Reino Unido deixar o bloco no ano que vem, deixando um buraco nas finanças de Bruxelas.

Em uma cúpula para iniciar discussão sobre o tamanho e o formato de um pacote orçamentário de sete anos para começar a partir de 2021, Estados no passado comunistas pediram para vizinhos mais ricos taparem um buraco anual de quase 10 por cento sendo deixado pelo Reino Unido, enquanto a Holanda liderou um grupo de pequenos e ricos países que se recusam a contribuir mais para a UE.

    A Alemanha e a França, as maiores economias e dupla de comando do bloco conforme o Reino Unido se prepara para deixá-lo em março de 2019, renovaram ofertas para aumentar suas próprias contribuições, embora ambos os países tenham estabelecido condições para isto, incluindo novas prioridades e menos gastos.

    Destacando que uma divisão entre leste e oeste é mais profunda que dinheiro, o presidente francês, Emmanuel Macron, criticou o que disse serem países pobres abusando de fundos da UE projetados para estreitar uma diferença em padrões de vida após a Guerra Fria com o objetivo de reforçar suas próprias popularidades.

Ao ressaltar o histórico de “coesão” da UE e outros fundos para regiões pobres como uma ferramenta de “convergência” econômica, Macron disse a repórteres: “Eu rejeitaria um orçamento europeu que é usado para divergências financeiras, sobre impostos, sobre trabalho ou sobre valores”.

    A Polônia e a Hungria, pesos pesados entre os Estados no passado comunistas que se juntaram à UE neste século, são comandadas por governos de direita em impasses com Bruxelas por seus esforços para influenciar tribunais, a mídia e outras instituições independentes.

A Comissão Europeia, executivo que irá propor um orçamento detalhado em maio, informou que irá buscar satisfazer pedidos de “condicionalidade” que irão ligar recebimento de alguns fundos da UE ao cumprimento de compromissos do tratado sobre padrões democráticos, como tribunais funcionando adequadamente e capazes de decidir disputas econômicas.

    Mas seu presidente, Jean-Claude Juncker, alertou nesta sexta-feira contra aprofundamento “da rixa entre leste e oeste” e algumas pessoas em países mais pobres veem reclamações sobre tendências autoritárias como uma desculpa conveniente para evitar pagar mais em Bruxelas.

    (Reportagem adicional de Philip Blenkinsop, Robert-Jan Bartunek, Alissa de Carbonnel, Robert Muller, Peter Maushagen, Andreas Rinke, Alastair Macdonald, Samantha Koester e Francesco Guarascio)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765)) REUTERS TR 

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