Assembleia palestina se reúne depois de 22 anos, confrontada por divisão

RAMALLAH, Cisjordânia (Reuters) - Uma assembléia poderosa, mas raramente convocada, que se auto-intitula "autoridade suprema" palestina, se reuniu pela primeira vez em 22 anos nesta segunda-feira, com boicotes e divergências sugerindo que ela terá que se esforçar para alcançar a meta estabelecida de unidade.

Em um discurso de abertura de duas horas para o Conselho Nacional Palestino (CNP), o presidente Mahmoud Abbas criticou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer, no ano passado, Jerusalém como a capital de Israel e mudar a embaixada norte-americana para a cidade.

Abbas disse ao Parlamento de fato da Organização para a Libertação da Palestina que a posição norte-americana em favor de Israel pode exigir "decisões difíceis no futuro próximo".

"Se a América quiser oferecer algo, deixem que digam que apoiam a solução de dois Estados com Jerusalém Oriental como a capital da Palestina e que (os Estados Unidos) não são mais os únicos mediadores", afirmou.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, sugeriu nesta segunda-feira que está aberto a uma solução de dois Estados para a disputa entre israelenses e palestinos, dizendo que uma "solução bipartidária" é provável, em seus primeiros comentários sobre os esforços de paz desde que assumiu na semana passada.

"Com relação à solução de dois Estados, as partes tomarão a decisão final. Nós estamos certamente abertos a uma solução bipartidária como um resultado provável", disse Pompeo em uma entrevista coletiva na Jordânia, após uma visita a Israel.

(Por Stephen Farrell, Ali Sawafta e Nidalal-Mughrabi)

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