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ONU pede para que Mianmar liberte jornalistas presos 'o mais cedo possível'

Jornalistas da Reuters foram condenados a sete anos de prisão em Mianmar - YE AUNG THU / AFP
Jornalistas da Reuters foram condenados a sete anos de prisão em Mianmar Imagem: YE AUNG THU / AFP

Michelle Nichols

Da Reuters, em Washingon

20/09/2018 14h52

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu ao governo de Mianmar nesta quinta-feira para perdoar e libertar dois jornalistas da Reuters presos o mais cedo possível.

"Espero que o governo possa emitir um perdão para soltá-los o mais rápido possível", disse Guterres aos repórteres na ONU em resposta a uma pergunta sobre comentários recentes de Aung San Suu Kyi sobre o caso.

 Os repórteres Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, foram condenados em 3 de setembro em conformidade com a Lei de Segredos Oficiais dos tempos coloniais, um caso visto como um teste das liberdades democráticas no país do sudeste asiático.

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Ambos se declararam inocentes e disseram ter recebido rolos de papel da polícia pouco antes de serem detidos em dezembro, e uma testemunha da polícia depôs em um tribunal dizendo que eles foram incriminados.

Os repórteres investigavam o assassinato de 10 homens e meninos muçulmanos rohingyas, cometido por forças de segurança e budistas locais em meio a uma repressão militar a ataques de insurgentes ocorridos em agosto do ano passado.

Cerca de 700 mil rohingyas cruzaram de Mianmar para Bangladesh fugindo da repressão, que investigadores a serviço da ONU disseram no mês passado ter sido ordenada por generais veteranos de Mianmar com "intenção genocida".