Topo

Parlamentares dos EUA buscam solução conforme paralisação do governo continua

25/01/2019 10h49

Por Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos, após rejeitar dois projetos de lei que poderiam pôr fim à paralisação do governo, busca uma maneira de encerrar o impasse que chega a seu 35º dia e ameaça a economia, com centenas de milhares de funcionários federais sem receber pelo segundo mês seguido nesta sexta-feira.

Fechado na Casa Branca, o presidente republicano Donald Trump continua a insistir no financiamento para o muro que quer construir na fronteira dos Estados Unidos com o México, enquanto a Câmara de Deputados, controlada por democratas que se opõem à investida, deixou Washington pelo final de semana.

Na quinta-feira, tanto um projeto de lei apoiado por Trump para encerrar a paralisação, incluindo os 5,7 bilhões de dólares que ele tem exigido para o muro, quanto um projeto em separado apoiado por democratas para reabrir as agências fechadas, sem o financiamento para o muro, não conseguiram os votos necessários para avançar no Senado, composto por 100 membros.

Em seguida, um grupo de parlamentares dos dois partidos disse que apresentaria uma emenda ao Senado para reabrir temporariamente a parte do governo afetada pela maior paralisação da história dos EUA. O senador Ben Cardin, um dos democratas integrantes do grupo, disse acreditar que a emenda não conteria nenhum financiamento para o muro.

Na quinta-feira, Trump disse que se o líder republicano da maioria do Senado, Mitch McConnell, e o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, chegassem a um acordo para encerrar a paralisação ele apoiaria os termos.

O presidente disse, entretanto, que um acordo “não iria funcionar” a menos que incluísse “um muro ou uma barreira”. Trump disse que uma sugestão seria fazer “um pagamento antecipado rateado para o muro”.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse que uma medida temporária para reabrir agências e departamentos governamentais fechados precisaria ter “um grande pagamento antecipado para o muro”.

O porta-voz de Schumer afirmou na noite de quinta-feira que os senadores democratas “deixaram claro para o líder McConnell e para os republicanos que eles não irão apoiar um financiamento para o muro, rateado ou não”.

A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, disse a repórteres que a possibilidade de uma legislação que inclua um grande pagamento adiantado para o muro  “não é um acordo razoável”.

McConnell disse a repórteres na noite de quinta-feira: “Nós ainda estamos conversando. Ao menos nós estamos conversando. Acho que isso é melhor do que antes”.

A CNN reportou na quinta-feira que a Casa Branca está preparando uma declaração de emergência que Trump poderá emitir para contornar o Congresso se parlamentares se recusarem a financiar o muro.

Questionado sobre a reportagem, uma autoridade da Casa Branca, que falou sob condição de anonimato, disse: “Nada está fora da mesa, mas nós ainda acreditamos que o melhor caminho a seguir é trabalhar com o Congresso em uma solução para a crise humanitária e nacional na fronteira sul”.  

Notícias