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Biden questiona desejo da China de descobrir origem do coronavírus

Biden deixou claro que continua cético quanto à cooperação da China com a investigação da OMS - Mandel Ngan/AFP
Biden deixou claro que continua cético quanto à cooperação da China com a investigação da OMS Imagem: Mandel Ngan/AFP

Steve Holland e Andrea Shalal

16/06/2021 17h40

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que a China está tentando se projetar como uma nação responsável em relação à pandemia de Covid-19, mas que não estava claro se Pequim está realmente tentando entender as origens do coronavírus.

Questionado se ele chamaria o presidente chinês, Xi Jinping, de "velho amigo para velho amigo" para pedir-lhe que readmitisse os investigadores da Organização Mundial da Saúde, Biden afirmou: "Vamos esclarecer uma coisa: nos conhecemos bem, não somos velhos amigos. É apenas profissional."

Biden deixou claro que continua cético quanto à cooperação da China com a investigação da OMS.

"A China está se esforçando muito para se projetar como uma nação responsável e muito acessível, e eles estão tentando muito falar sobre como estão ajudando o mundo em termos de Covid-19 e vacinas", disse Biden.

"Olha, certas coisas você não precisa explicar para as pessoas do mundo, elas veem os resultados. A China está realmente tentando ir a fundo nisso?"

Biden ordenou em maio que assessores encontrassem respostas para a origem do vírus que causa a Covid-19, relatado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan, e disse que as agências de inteligência dos EUA estão analisando outras teorias, incluindo a possibilidade de um acidente de laboratório na China.

Uma equipe liderada pela OMS que passou quatro semanas em e ao redor de Wuhan em janeiro e fevereiro com pesquisadores chineses disse em seu relatório que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal, e que a "introdução por meio de um incidente de laboratório" era extremamente improvável.

Mas especialistas disseram que alguns dados foram omitidos, e Washington diz que o estudo foi "insuficiente e inconclusivo".

A China tem afirmado repetidamente que "politizar" a questão dificultará as investigações.