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Enchentes no Congo deixam 400 mortos e mais de 5 mil desaparecidos

06.mai.23 - Deslizamento de terra atingiu a vila de Nyamukubi, no leste da República Democrática do Congo - GLODY MURHABAZI/AFP
06.mai.23 - Deslizamento de terra atingiu a vila de Nyamukubi, no leste da República Democrática do Congo Imagem: GLODY MURHABAZI/AFP

Djaffar Sabiti

09/05/2023 09h55Atualizada em 09/05/2023 10h59

Mais de 5.500 pessoas ainda estão desaparecidas em uma área no leste da República Democrática do Congo, onde enchentes mataram mais de 400 pessoas na última semana, disse uma autoridade local nesta terça-feira, enquanto sobreviventes abalados esperavam por ajuda alimentar.

Dezenas de corpos foram recuperados dos vilarejos de Bushushu e Nyamukubi no território de Kalehe, na província de Kivu do Sul, desde que chuvas torrenciais causaram deslizamentos de terra e inundações repentinas na quinta-feira, destruindo edifícios e devastando plantações.

Valas comuns foram cavadas no fim de semana para colocar os mortos, muitos dos quais mulheres e crianças, gerando reclamações de alguns grupos da sociedade civil que disseram que os enterros eram indignos.

Trabalhadores da Cruz Vermelha soaram o alarme sobre a falta de suprimentos e equipamentos para ajudar mais de 8.800 residentes afetados, muitos desabrigados e traumatizados após um dos desastres naturais mais letais da história recente do Congo.

O administrador de Kalehe, Thomas Bakenga Zirimwabagabo, disse nesta terça-feira que 411 corpos foram encontrados até agora e que pelo menos 5.525 pessoas ainda estão desaparecidas.

Uma delegação do governo chegou à região na noite de segunda-feira e deveria levar comida e barracas para os sobreviventes. Muitos estão morando com parentes ou em prédios públicos, levando à superlotação.

As inundações são o mais recente grande desastre na África, destacando a vulnerabilidade dos países com planejamento urbano deficiente e infraestrutura fraca aos impactos das mudanças climáticas.