Acordo sobre reféns em Gaza está mais próximo do que nunca, diz autoridade dos EUA

Por David Morgan e Jasper Ward

WASHINGTON (Reuters) - Um acordo para garantir a libertação de alguns dos reféns mantidos em Gaza por militantes do Hamas está mais próximo do que nunca na guerra do grupo islâmico com Israel, disse uma autoridade da Casa Branca neste domingo.

O vice-assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jon Finer, disse que um acordo para libertar "consideravelmente mais de 12" reféns provavelmente incluiria uma pausa prolongada nos combates e permitiria a distribuição de assistência humanitária em Gaza.

Os combates continuaram neste domingo, com militantes do Hamas enfrentando as forças israelenses que tentavam entrar no maior campo de refugiados de Gaza, um dia depois de autoridades israelenses e norte-americanas negarem uma reportagem do Washington Post de que um acordo havia sido alcançado.

"O que posso dizer neste momento é que algumas das áreas pendentes de desacordo, em uma negociação muito complicada e muito sensível, foram reduzidas", disse Finer ao programa "Meet the Press" da NBC.

"Acredito que estamos mais perto do que estivemos em muito tempo, talvez mais perto do que estivemos desde o início desse processo, de fechar este acordo", acrescentou.

O embaixador de Israel nos Estados Unidos, Michael Herzog, também disse em uma entrevista ao programa "This Week", da ABC, que Israel tem a esperança de que um número significativo de reféns possa ser libertado pelo Hamas "nos próximos dias".

Mas Finer advertiu que não há acordo até que tudo esteja acertado. "Negociações sensíveis como esta podem desmoronar no último minuto."

O Hamas fez cerca de 240 reféns durante seu ataque às comunidades israelenses em 7 de outubro, o que levou Israel a cercar Gaza e invadir o território palestino para erradicar o grupo islâmico que governa.

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"Estamos falando de consideravelmente mais de 12 (reféns)", disse Finer à NBC.

"Isso poderia e provavelmente incluiria um período prolongado de pausa nos combates, de vários dias", acrescentou ele. "Isso nos permitiria, acreditamos, levar mais assistência humanitária a Gaza. Isso é uma prioridade em qualquer circunstância."

(Reportagem de David Morgan e Jasper Ward, reportagem adicional de Leah Douglas)

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