Líder da Coreia do Norte inspeciona fotos de "regiões-alvo" feitas por satélite espião

SEUL (Reuters) - O líder norte-coreano, Kim Jong Un, inspecionou fotos tiradas pelo novo satélite espião do país com as "principais regiões-alvo", incluindo a capital sul-coreana, Seul, e cidades que abrigam bases militares dos Estados Unidos, informou a mídia estatal do país neste sábado.

A Coreia do Norte, que tem armas nucleares, lançou o satélite na terça-feira, mas autoridades e analistas de Defesa sul-coreanos disseram que as suas capacidades não foram verificadas de forma independente.

Kim examinou fotos de Seul e das cidades de Mokpo, Kunsan, Pyeongtaek e Osan, onde estão localizadas bases militares dos EUA e da Coreia do Sul. As fotos foram tiradas enquanto o satélite passava pela península na manhã de sexta-feira, informou a agência de notícias estatal KCNA.

Kim examinou as fotos, assim como imagens de algumas áreas da Coreia do Norte, durante uma visita na sexta-feira ao centro de controle da Administração Nacional de Tecnologia Aeroespacial (Nata), em Pyongyang.

No sábado, Kim visitou o centro de controle mais uma vez para examinar mais fotos tiradas pela manhã em diferentes regiões-alvo na Coreia do Sul: Jinhae, Busan, Ulsan, Pohang, Daegu e Gangneung.

Uma foto mostrava o porta-aviões norte-americano Carl Vinson, que chegou a um porto na cidade sul-coreana de Busan na terça-feira, segundo a KCNA.

Durante a visita, Kim também inspecionou fotos da Estação Naval dos EUA em Pearl Harbor e da Base Aérea de Hickam, tiradas pelo satélite enquanto passava pelo Havaí na manhã deste sábado.

Em comentário separado publicado pela KCNA neste sábado, a Coreia do Norte criticou os EUA por fornecerem armas avançadas aos seus "fantoches", dizendo que mesmo uma pequena faísca na península coreana resultaria em uma guerra nuclear global.

"É melhor que os Estados Unidos ponderem sobre as consequências catastróficas decorrentes da oferta de armas às forças fantoches", afirmou.

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Altos diplomatas do Japão, Coreia do Sul e EUA falaram na sexta-feira e "condenaram veementemente o lançamento (feito no dia 21 de novembro) por seu efeito desestabilizador na região", disse o Departamento de Estado dos EUA, em nota.

Mais cedo nesta semana, a KCNA disse que Kim viu imagens tiradas acima do território norte-americano de Guam, no Pacífico, de instalações militares dos EUA. 

Na quinta-feira, o ministro da Defesa sul-coreano, Shin Won-sik, disse que a Coreia do Norte tinha "exagerado" ao dizer que Kim já tinha visto imagens de Guam.

"Mesmo que entre em órbita normal, leva um tempo considerável para realizar o reconhecimento normal", disse a agência Yonhap, citando ele na ocasião.

(Reportagem de Josh Smith e Jihoon Lee)

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