Jimmy Carter faz rara aparição pública em funeral de esposa

Por Jeff Mason e Rich McKay

ATLANTA (Reuters) - Jimmy Carter, o ex-presidente dos Estados Unidos de 99 anos que foi internado para cuidados paliativos em fevereiro, fez uma rara aparição pública nesta terça-feira, parecendo frágil enquanto participava de um serviço memorial em Atlanta para sua esposa, Rosalynn Carter, que morreu em 19 de novembro.

Usando uma cadeira de rodas e vestindo terno escuro e gravata, ele entrou na Igreja Metodista Unida Glenn Memorial e foi ajudado a chegar à primeira fila, perto do caixão coberto de flores de sua esposa, onde se sentou ao lado de seus filhos.

Dobrado em seu colo havia um cobertor azul e branco, bordado com um retrato sorridente de sua esposa. O casal foi casado por 77 anos.

Como primeira-dama, Rosalynn desempenhou um papel proeminente no governo de Carter, entre 1977 e 1981, e no seu trabalho humanitário depois que o casal deixou a Casa Branca. Ela morreu aos 96 anos.

Jimmy Carter não se dirigiu aos enlutados durante o serviço religioso. Seu filho James Earl “Chip” Carter III beijou-o na testa depois de prestar uma homenagem a Rosalynn Carter, chamando-a de “a cola” que mantinha a família unida.

O ex-presidente norte-americano enfrentou uma série de problemas de saúde, incluindo câncer, e decidiu encerrar a intervenção médica e entrar em cuidados paliativos em sua casa em Plains, na Geórgia, há nove meses. Sua esposa, que havia sido diagnosticada com demência, juntou-se a ele nos cuidados paliativos apenas alguns dias antes de sua morte.

Os Carters eram o casal presidencial dos EUA há mais tempo em matrimônio, tendo se casado em 1946, quando ele tinha 21 anos e ela 18.

(Reportagem de Jeff Mason e Rich McKay em Atlanta, e Jonathan Allen em Nova York)

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