Republicano George Santos enfrentará tentativa de expulsão pela Câmara dos EUA na 6ª

Por Moira Warburton e David Morgan

WASHINGTON (Reuters) - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deve votar na sexta-feira sobre a expulsão do deputado republicano George Santos, que enfrenta acusações criminais de corrupção e novas acusações em relação a gastos de campanha, de acordo com assessores republicanos.

Vários parlamentares apresentaram moções visando o deputado de primeiro mandato depois que um relatório de seus pares sugeriu que os promotores federais deveriam apresentar acusações adicionais contra Santos, de 35 anos, que fabricou grandes aspectos de sua história de vida em sua campanha eleitoral.

A moção requer uma maioria de dois terços na Câmara, que os republicanos controlam por uma estreita maioria de 222 a 213 assentos.

O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou que os líderes do partido não dirão aos membros como votar porque alguns acreditam que ele não deve ser expulso antes que seu caso criminal seja resolvido.

"Pessoalmente, tenho sérias reservas quanto a fazer isso. Estou preocupado com o precedente que pode ser criado", disse ele em uma coletiva de imprensa.

Johnson chegou a dizer que a votação ocorreria na quinta-feira, mas assessores republicanos, falando sob condição de anonimato, indicaram mais tarde que a votação está prevista para sexta-feira.

O distrito de Santos, que inclui uma pequena parte da cidade de Nova York e alguns de seus subúrbios ao leste, é considerado competitivo para as próximas eleições.

Em 16 de novembro, o Comitê de Ética divulgou um relatório sobre as alegações de que Santos cometeu fraude no financiamento de campanhas. O relatório documentou um padrão de contabilidade deficiente e uso indevido de fundos de campanha tão difundido que sua eleição "colocou em questão a integridade da Câmara".

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Santos já havia se declarado inocente de acusações federais feitas por promotores de Nova York de lavagem de fundos de campanha para pagamento de despesas pessoais e cobrança de cartões de crédito de doadores sem permissão, entre outras violações de financiamento de campanha.

Santos não respondeu a um pedido de comentário.

Após a divulgação do relatório, o deputado disse que não se candidatará à reeleição em 2024, mas se recusou a renunciar antes disso.

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