Crítico de Putin, Navalny diz que recebeu novas acusações criminais

MOSCOU (Reuters) - Alexei Navalny, um crítico do presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse pelas redes sociais nesta sexta-feira que havia sido informado de novas acusações criminais contra ele.

Navalny, de 47 anos, já está cumprindo penas em uma colônia penal que totalizam mais de 30 anos por acusações que incluem extremismo, o que ele nega, e passou a maior parte dos últimos dois anos em confinamento solitário por uma série de supostos delitos.

Em comentários feitos por meio de seus associados, ele disse que agora havia sido acusado de acordo com o Artigo 214 do código penal, que abrange vandalismo.

"Não tenho ideia do que seja o artigo 214 e não há onde procurar. Vocês saberão antes de mim", disse ele em seu canal no Telegram.

"Eles realmente abrem um novo processo criminal contra mim a cada três meses. Raramente um preso confinado em uma cela solitária por mais de um ano tem uma existência social e política tão vibrante."

Navalny é a figura mais conhecida da oposição fragmentada da Rússia. Seus apoiadores o apresentam como alguém no estilo de Nelson Mandela, que um dia será libertado da prisão para liderar o país.

Seu movimento político foi banido e suas principais figuras foram presas ou fugiram para o exterior como parte de uma repressão à dissidência que se intensificou desde que Putin invadiu a Ucrânia no início do ano passado, no que Moscou chama de "operação militar especial".

Navalny foi condenado em agosto por novas acusações relacionadas a supostas atividades extremistas e sentenciado a mais 19 anos, além dos 11 anos e meio que já estava cumprindo. Ele rejeita todas as acusações como tendo de motivação política e destinadas a silenciar suas críticas ao Kremlin.

Navalny ganhou admiração em todo o mundo por ter retornado voluntariamente da Alemanha para a Rússia em 2021, onde havia sido tratado pelo que os testes laboratoriais ocidentais mostraram ser uma tentativa quase fatal de envenená-lo com um agente nervoso na Sibéria.

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(Por Reuters)

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