Três mortos no Líbano conforme Israel e Hezbollah retomam troca de hostilidades

BEIRUTE/JERUSALÉM (Reuters) - Bombardeios israelenses mataram três pessoas no sul do Líbano nesta sexta-feira, informou a agência de notícias estatal do Líbano, conforme o fim de uma trégua entre Israel e o grupo militante palestino Hamas provoca uma retomada das hostilidades na fronteira.

O grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã e aliado do Hamas, disse mais tarde que dois dos mortos eram seus combatentes. Também disse ter realizado vários ataques a posições militares israelenses na fronteira em apoio aos palestinos em Gaza, onde uma pausa de uma semana nos combates terminou na manhã de sexta-feira.

O Exército israelense disse que sua artilharia atingiu fontes dos disparos do Líbano e que as defesas aéreas interceptaram dois lançamentos. O Exército também disse ter atingido uma “célula terrorista”. Sirenes alertando sobre a possível chegada de foguetes soaram em várias cidades no norte de Israel, fazendo com que os moradores corressem em busca de abrigo.

A agência de notícias estatal do Líbano informou que duas pessoas foram mortas por bombardeios israelenses na cidade fronteiriça libanesa de Houla, e uma pessoa foi morta na vila de Jebbayn.

O bombardeio israelense matou uma mulher e seu filho de 35 anos em Houla, disse Shakeeb Koteich, chefe do conselho municipal da cidade, à Reuters, dizendo que ambos eram civis. O Hezbollah disse mais tarde que um “mártir” foi morto em Houla.

"Um projétil caiu perto da casa e depois outro atingiu a casa", disse Koteich por telefone.

Após a eclosão da guerra entre Hamas e Israel em 7 de outubro, o Hezbollah realizou ataques quase diários com foguetes contra posições israelenses na fronteira, enquanto Israel realizava ataques aéreos e de artilharia no sul do Líbano.

Foram os piores combates desde a guerra de 2006 entre Israel e o Hezbollah, que faz parte de uma aliança apoiada pelo Irã que também inclui o Hamas. Pouco mais de 100 pessoas no Líbano foram mortas durante as hostilidades, 82 delas combatentes do Hezbollah. Dezenas de milhares de pessoas fugiram de ambos os lados da fronteira.

(Reportagem de Maya Gebeily, Tom Perry, Maggie Fick e Laila Bassam em Beirute e Ari Rabinovitch e Henriette Chacar em Jerusalém)

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