Não há lugar para se esconder, dizem moradores do sul de Gaza sob bombardeio de Israel

Por Arafat Barbakh e Nidal al-Mughrabi

KHAN YOUNIS, Gaza (Reuters) - Sob bombardeio aéreo de Israel, pessoas que estão se abrigando no sul da Faixa de Gaza após abandonar suas casas no começo da guerra disseram que agora não têm mais nenhum lugar seguro se refugiar.

A cidade de Khan Younis é o foco dos ataques aéreos e artilharia de Israel, após o conflito recomeçar na sexta-feira depois do colapso de uma trégua de uma semana. A sua população inchou nas últimas semanas, com milhares de pessoas da região norte da Faixa de Gaza fugindo para o sul.

Algumas estão acampadas em tendas, outras em escolas. Algumas dormem em escadarias ou no lado de fora dos poucos hospitais operando na cidade. Uma autoridade da Organização Mundial de Saúde disse na sexta-feira que um dos hospitais era um “filme de terror”, com centenas de crianças feridas e adultos esperando tratamento.

Abu Wael Nasrallah, 80 anos, zombou da mais recente ordem do exército israelense para se moverem ainda mais ao sul, para Rafah, na fronteira com o Egito. Crianças foram feridas por ataques israelenses contra a cidade na sexta-feira.

A mensagem foi entregue por folhetos lançados dos céus em vários distritos de Khan Younis.

“Isso não faz sentido”, disse Nasrallah à Reuters. Ele acatou as ordens de Israel e deixou o norte da Faixa de Gaza no começo da guerra que eclodiu em 7 de outubro, quando militantes do Hamas cruzaram a fronteira com Israel e mataram 1.200 pessoas, a maioria civis.

Cerca de 193 palestinos foram mortos desde o fim da trégua, afirmou o Ministério da Saúde de Gaza neste sábado, ampliando o total de 15.000 assassinados em Gaza, de acordo com as autoridades sanitárias palestinas.

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