Aliança Gavi anuncia plano de US$1 bi para fabricação de vacinas na África

Por Jennifer Rigby

LONDRES (Reuters) - Até 1 bilhão de dólares estarão disponíveis para impulsionar a fabricação africana de vacinas, como parte de um novo plano estabelecido pela Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi), disse a organização global de saúde nesta quinta-feira.

O “Acelerador Africano de Fabricação de Vacinas” tem o objetivo de combater a desigualdade na vacinação, que assolou o continente durante a pandemia de Covid-19, assim como utilizar vacinas produzidas internamente para combater doenças que matam centenas de milhares de crianças africanas todos os anos, como a cólera e a malária.

A União Africana (UA) estabeleceu uma meta para a indústria do continente, de que a produção de vacinas forneça mais de 60% do total de doses necessárias para a África até 2040, contra cerca de 1% atualmente.

Uma série de iniciativas foram lançadas em todo o continente desde a Covid-19, mas algumas tiveram dificuldades diante dos elevados custos de estabelecimento de operações, especialmente porque a procura diminuiu à medida que a pandemia retrocedia.

O financiamento para o acelerador provém de sobras de dinheiro da iniciativa Covax, um consórcio criado durante a pandemia para fazer as vacinas chegarem aos países mais pobres do mundo.

O repasse foi aprovado pelo conselho de administração da Gavi após consulta à União Africana, ao Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e a outros parceiros. O esquema deverá ser lançado em junho de 2024, em evento organizado pelo CDC África e pela França.

“O grande objetivo aqui é reservar uma quantia de dinheiro por um período de dez anos, para permitir a produção de uma indústria africana sustentável de vacinas”, disse David Kinder, diretor de Finanças do Desenvolvimento da Gavi, em entrevista.

Na mesma reunião da Gavi em Acra, em Gana, o conselho também aprovou planos de cerca de 290 milhões de dólares para ajudar a "alcançar" as imunizações de rotina para crianças, que foram duramente atingidas por perturbações relacionadas à pandemia. Também foi aprovado um fundo de "primeira resposta" de 500 milhões de dólares, para garantir que o dinheiro esteja disponível imediatamente quando uma nova pandemia ocorrer.

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(Reportagem de Jennifer Rigby)

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