Parlamento da Polônia vota a favor de Donald Tusk para primeiro-ministro

Por Anna Koper e Pawel Florkiewicz

VARSÓVIA (Reuters) - O Parlamento da Polônia votou nesta segunda-feira a favor da nomeação de Donald Tusk como primeiro-ministro, pondo fim a oito anos de governo nacionalista e preparando o terreno para um descongelamento das relações com a União Europeia.

A Polônia viu dezenas de bilhões de euros de fundos da União Europeia serem congelados devido a uma disputa com Bruxelas sobre padrões democráticos, mas Tusk, ex-presidente do Conselho Europeu, prometeu reparar as relações e desbloquear o dinheiro.

Ao todo, 248 votaram a favor de Tusk se tornar primeiro-ministro e 201 foram contra.

"Ele abandonou a vida confortável que poderia ter tido depois de ser presidente do Conselho Europeu e voltou... para lutar pela vitória da democracia, da decência e da justiça", disse Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, líder do Partido dos Camponeses Poloneses (PSL), que faz parte da coalizão liderada por Tusk.

Mais cedo, o ex-primeiro-ministro Mateusz Morawiecki, do partido nacionalista Lei e Justiça (PiS), perdeu um voto de confiança.

Os críticos dizem que o PiS minou a independência do Judiciário, transformou a mídia estatal em um veículo de propaganda e fomentou o preconceito contra minorias, como imigrantes e a comunidade LGBT.

O PiS afirma que defendeu a soberania e as tradições da Polônia contra a interferência estrangeira durante o período em que esteve no poder, ao mesmo tempo em que melhorou o padrão de vida de milhões de poloneses ao introduzir benefícios sociais e aumentar o salário mínimo.

Tusk fará um discurso no Parlamento na terça-feira, apresentando os planos de seu governo.

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(Reportagem de Alan Charlish, Pawel Florkiewicz, Kuba Stezycki, Anna Koper, Justyna Pawlak)

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