Três cubanos podem ser presos por até 30 anos por propaganda antigovernamental e violência

HAVANA (Reuters) - Três cubanos podem pegar até 30 anos de prisão por propaganda e violência antigovernamentais, informou a imprensa estatal de Cuba, em ataques que as autoridades alegam terem sido financiados fora do país e com o objetivo de desestabilizar o governo da ilha.

Os promotores pediram entre 20 e 30 anos de prisão para um homem e duas mulheres que supostamente jogaram coquetéis molotov em um prédio que abriga arquivos de um tribunal central de Havana, informou o noticiário na noite de domingo.

O relatório afirma que o trio também atacou a sede do governo provincial de Havana para os comitês de bairro, ou CDRs, encarregados de mobilizar apoio ao governo.

Os três supostos perpetradores receberam recargas de planos de telefonia celular e cerca de 10 mil pesos (cerca de 37 dólares na taxa de câmbio do mercado paralelo) de grupos fora do país em troca da condução dos ataques e da disseminação de "propaganda inimiga", disseram as autoridades.

A reportagem sobre o julgamento, cuja data não foi divulgada no noticiário, ocorre apenas um dia depois de Cuba afirmar ter frustrado um esquema terrorista relacionado, idealizado nos Estados Unidos por um homem armado que viajou para a ilha de jet-ski para cometer atos de violência.

O governo vinculou o plano do jet-ski a vários cubanos residentes nos Estados Unidos e a pelo menos dois grupos, o Nueva Nación Cubana e La Nueva Nación Cubana en Armas, que Cuba incluiu na semana passada na sua lista recentemente divulgada de entidades terroristas.

As autoridades na reportagem de domingo disseram que cubanos com ligações com pelo menos um desses grupos e outros fora do país também estavam por trás dos ataques ao tribunal e ao CDR, chamando-os de “terroristas que querem desestabilizar a tranquilidade e a ordem dos cidadãos no país”.

(Reportagem de Dave Sherwood)

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