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Investigação de explosão que devastou porto de Beirute vai demorar, diz presidente libanês

15/08/2020 16h49

O presidente libanês, Michel Aoun, disse neste sábado (15) que a investigação sobre a explosão ocorrida no dia 4 de agosto no porto de Beirute levará tempo, e que a ajuda internacional "deve chegar onde for necessária".

O presidente libanês, Michel Aoun, disse neste sábado (15) que a investigação sobre a explosão ocorrida no dia 4 de agosto no porto de Beirute levará tempo, e que a ajuda internacional "deve chegar onde for necessária".

Em uma entrevista concedida ao canal de TV BFMTV, o chefe de Estado libanês declarou que, por enquanto, nenhuma hipótese foi descartada. A tragédia provocou a morte de 177 pessoas, deixou cerca de 6.500 feridas e devastou parte da capital libanesa.

Os Estados Unidos pediram que a investigação sobre a explosão provocada por mais de 2 mil toneladas de nitrato de amônio estocadas há anos no porto seja crível e transparente. "Claro, queremos que o inquérito termine logo. Mas descobrimos que a situação é bem mais complexa", disse Aoun. Em visita ao Líbano, o presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu a a ajuda da França, lembrando da importância de "reconstruir uma nova ordem política no país."

Depois da explosão, o governo francês enviou uma equipe da Defesa Civil, material sanitário, médicos para ajudarem no resgaste e um grupo de investigadores. A ministra das Forças Armadas, Florence Parly, esteve nesta sexta-feira (14) no porta-helicópteros Tonerre, poucas horas depois da chegada do navio ao porto de Beirute, onde ele deve participar das obras de reconstrução. 

Amor pelo Líbano

Questionado sobre as declarações de Macron envolvendo a política libanesa, o presidente do país disse que não as considerava como "ingerência" nos assuntos internos do país. "A explosão teve repercussão internacional", observou. "Eu diria que essas declarações vêm do amor que o presidente Macron tem pelo Líbano."

Depois do acidente e das manifestações que ganharam as ruas, o governo acabou pedindo demissão. O presidente Michel Aoun pediu ao premiê libanês Hassan Diab que administre o país até a formação de um novo gabinete. O primeiro-ministro declarou na TV que o drama resultava de uma "corrupção endêmica" e disse estar ao lado daqueles que pedem que os responsáveis por esse crime sejam jugados.