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Com bronze de Thiago Braz, Brasil está mais perto de quebrar recorde histórico de medalhas em Tóquio

03/08/2021 15h35

O atleta brasileiro Thiago Braz conquistou o bronze no salto com vara nesta terça-feira (3) nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Em apenas um dia o Brasil subiu quatro vezes aos pódios: vitórias que podem levar o país a superar o recorde de 19 medalhas obtidas há cinco anos no Rio de Janeiro. 

O atleta brasileiro Thiago Braz conquistou o bronze no salto com vara nesta terça-feira (3) nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Em apenas um dia o Brasil subiu quatro vezes aos pódios: vitórias que podem levar o país a superar o recorde de 19 medalhas obtidas há cinco anos no Rio de Janeiro. 

Medalhista de ouro na Rio-2016, Thiago Braz ficou com o bronze nesta terça-feira ao ultrapassar a marca de 5m87. Há cinco anos, o atleta bateu o recorde olímpico ao superar os 6,03m, façanha que não conseguiu ser alcançada pelo sueco Armand Duplantis, que levou o ouro ao chegar aos 6m02. O americano Cristopher Nilsen conquistou a prata, depois de superar os 5m97. 

"Eu estava confiante para conseguir o ouro, mas não deu. Dois dias atrás, sonhei que tinha conquistado o bronze. Olhei no peito e não gostei muito, queria a de ouro, mas mesmo assim agradeci. Eu tinha uma certa certeza que 5,87 metros era medalha", declarou, em entrevista ao Globo Esporte.

A medalha de bronze representa uma volta por cima para Thiago Braz. Desde a brilhante vitória no Rio de Janeiro, o paulista de 27 anos enfrentou uma série de dificuldades: de resultados negativos à troca de treinadores. Também ficou sem clube e, com a pandemia de Covid-19, se afastou da elite do salto com vara. 

No total, o Brasil subiu quatro vezes ao pódio nesta terça-feira. Antes de Thiago Braz, as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram a medalha de ouro na classe 49er FX da vela. No atletismo, Alison dos Santos ganhou a medalha de bronze nos 400m com barreiras. Abner Teixeira também garantiu o bronze para o Brasil no boxe. 

14 medalhas para o Brasil

O Brasil acumula, até agora, 14 medalhas: três de ouro, três de prata e oito de bronze. O país tem chances de superar o recorde histórico da Rio-2016, de 19 medalhas. Ao menos uma delas já está garantida no boxe, com Beatriz Ferreira, que é favorita na disputa da semifinal na categoria até 60 kg, na quinta-feira (5), contra a finlandesa Mira Potkonen. 

O Brasil também domina as apostas no futebol e no vôlei masculino, além de ter uma grande expectativa de medalha com Ana Marcela Cunha. A atleta disputa na noite desta terça-feira (quarta-feira pelo horário do Japão) a final da maratona aquática. 

Há pelo menos outras seis boas chances de pódio: Darlan Romani, no atletismo, Isaquias Queiroz, na canoagem, Luizinho e Pedro Quintas, no skate, a dupla Alison e Evandro, no vôlei de praia, além do vôlei feminino. A equipe de José Roberto Guimarães bateu o Quênia na segunda-feira (2) por 3 sets a zero e enfrenta o Comitê Olímpico Russo na quarta-feira (4). 

Caso cumpra a meta de 20 medalhas e supere o recorde histórico da Rio-2016, o Brasil conseguirá o que apenas um país conseguiu até hoje: ultrapassar a quantidade de pódios em uma Olimpíada seguinte à que sediou. Apenas o Reino Unido registrou essa façanha, depois de acolher os jogos em 2012, no qual levou 65 medalhas. Quatro anos depois, no Rio de Janeiro, os britânicos subiram 67 vezes aos pódios.