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Moscou volta a bombardear Kiev e proíbe premiê britânico de entrar na Rússia

16/04/2022 08h11

O exército russo voltou a bombardear Kiev, na manhã deste sábado (16). Dessa vez o alvo foi uma fábrica de tanques na periferia da cidade, que teria sido parcialmente destruída, de acordo com o Kremlin. Moscou também anunciou que o premiê britânico, Boris Johnson, está proibido de entrar na Rússia.

O exército russo voltou a bombardear Kiev, na manhã deste sábado (16). Dessa vez o alvo foi uma fábrica de tanques na periferia da cidade, que teria sido parcialmente destruída, de acordo com o Kremlin. Moscou também anunciou que o premiê britânico, Boris Johnson, está proibido de entrar na Rússia.

O Ministério da Defesa russo informou que o ataque tinha "destruído o complexo de produção de uma fábrica de armas em Kiev". A usina atingida fica em Darnystsky, na periferia da capital ucraniana.

O prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, indicou em redes sociais que não tinha informações sobre possíveis vítimas.

Os bombardeios a fábricas de armamentos em Kiev começaram na sexta-feira (15) com o ataque a uma usina de produção de mísseis antinavios, logo após a advertência de Moscou de que iria intensificar suas ações na Ucrânia.

A reação do Kremlin, seria uma retaliação à perda do principal navio da frota russa no mar Negro. O lança-mísseis Moskva foi atingido por projéteis ucranianos na quinta-feira (14), de acordo com informações do Pentágono divulgadas na sexta-feira. O navio garantia a proteção aérea da frota russa em suas operações no mar Negro.  

Johnson é persona non grata

O Kremlin também anunciou neste sábado que o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e outros responsáveis políticos do Reino Unido estavam proibidos de entrar na Rússia. A decisão foi tomada em represália às sanções impostas por Londres a Moscou devido à operação militar na Ucrânia.

"Esta medida foi decidida em resposta à campanha midiática e política desenfreada que visa a isolar internacionalmente a Rússia e criar condições propícias para parar nosso país e estrangular a economia nacional", afirmou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.

O documento também denuncia as "ações hostis sem precedentes" de Londres contra altos responsáveis russos."O governo britânico busca deliberadamente agravar a situação em torno da Ucrânia, fornecendo armas letais ao regime de Kiev e coordenando esforços similares em nome da Otan", acresenta.

Além de Johnson, aparecem na lista de personas non gratas de Moscou outras autoridades britânicas, como o vice-primeiro-ministro Dominic Raab, a ministra de Relações Exteriores Liz Truss, o ministro da Defesa Ben Wallace, a ex-premiê Theresa May, além da primeira-ministra escocesa Nicola Sturgeon.

Na sexta-feira, a mídia americana informou que a Rússia teria enviado esta semana uma queixa formal através de uma nota diplomática aos Estados Unidos e à Otan advertindo sobre as "consequências imprevisíveis" da ajuda militar à Ucrânia. O departamento de Estado americano se recusou a comentar a informação.