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Liz Cheney avalia possibilidade de enfrentar Donald Trump na eleição de 2024

03/07/2022 13h38

A deputada republicana Liz Cheney, que investiga como Donald Trump tentou invalidar a eleição de 2020, não descarta a possibilidade de desafiar o ex-presidente dos Estados Unidos nas eleições presidenciais de 2024. "A coisa mais importante a fazer é proteger o país de Donald Trump", disse ela, em uma entrevista transmitida pelo canal ABC News neste domingo (3).

A deputada republicana Liz Cheney, que investiga como Donald Trump tentou invalidar a eleição de 2020, não descarta a possibilidade de desafiar o ex-presidente dos Estados Unidos nas eleições presidenciais de 2024. "A coisa mais importante a fazer é proteger o país de Donald Trump", disse ela, em uma entrevista transmitida pelo canal ABC News neste domingo (3).

Liz Cheney, 55 anos, disse que tomará uma decisão sobre a disputa "um pouco mais adiante". Filha do ex-vice-presidente Dick Cheney, a congressista se tornou a maior voz de oposição a Trump dentro do Partido Republicano e é vice-presidente da comissão parlamentar que acusa o ex-presidente de estar no centro de uma "tentativa de golpe" para permanecer no poder, após a vitória do democrata Joe Biden na eleição de 2020.

"Um homem tão perigoso quanto Donald Trump nunca mais poderá se aproximar da Sala Oval" da Casa Branca, disse Liz Cheney, assegurando que o Partido Republicano "não poderia sobreviver" a uma nova nomeação do ex-magnata do setor imobiliário.

"Aqueles de nós que acreditam nos princípios e ideais republicanos têm a responsabilidade de tentar colocar o partido de volta nos trilhos", disse a congressista, filha do ex-vice-presidente do governo de George W. Bush. 

Donald Trump, que mantém um controle considerável sobre o partido conservador, fala abertamente da possibilidade de se candidatar à presidência em 2024. Alguns veículos de imprensa dizem que até o fim de julho ele poderia oficializar sua candidatura. 

Disputa no Wyoming

Trump e Liz Cheney se enfrentam na pré-campanha para as eleições de meio de mandato no Congresso. Deputada pelo Wyoming desde 2016, ela busca se reeleger na única cadeira que esse estado possui na Câmara de Representantes, e bateu um recorde de arrecadação. Cheney enfrenta, no entanto, cinco adversários, entre eles, uma candidata que recebeu o apoio oficial do magnata, a advogada Harriet Hageman, que não reconhece a vitória de Biden.

O Wyoming é considerado o reduto mais trumpista dos EUA, desde que Trump venceu Biden no estado por 43 pontos porcentuais, há dois anos. No final de maio, o republicano participou de um evento de arrecadação de fundos para Hageman. Na ocasião, Trump declarou: "Liz Cheney é a América por último", fazendo um trocadilho com seu lema "America First" (América primeiro, em inglês).

Analistas estimam que as primárias de agosto, para definir o candidato da sigla ao Congresso, serão um termômetro da rivalidade entre Trump e Cheney dentro do Partido Republicano.

Revelação

No final de junho, a ex-assistente da Casa Branca Cassidy Hutchinson revelou à comissão parlamentar que investiga a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, que naquele dia Trump queria se juntar à multidão que tentou impedir a certificação da vitória de Biden. Segundo o testemunho de Hutchinson, Trump tentou assumir o volante de uma limusine presidencial para se juntar aos apoiadores que marchavam rumo ao Congresso. Ele ficou irritado quando lhe disseram que era impossível por razões de segurança, e tentou tomar do pessoal do Serviço Secreto o controle de seu veículo oficial, disse Hutchinson.

"Eu sou o maldito presidente, me leve até o Capitólio agora", ordenou Trump, segundo Hutchinson, que ficou sabendo da história por outro funcionário da Casa Branca.

Depois da revelação de Hutchinson à comissão parlamentar, Trump buscou desacreditar a ex-assistente da Casa Branca em mensagens em sua rede social Truth Social, tachando o episódio como "falso".

A comissão já fez seis audiências públicas para esboçar sua principal suspeita: que Trump liderou uma conspiração criminosa para revogar sua derrota para Joe Biden, o que gerou a onda de violência na sede do Congresso.

Com informações da AFP