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Cachorra dá à luz 15 filhotes em Ribeirão Preto (SP); parto foi por cesariana

Observados pela voluntária Débora Faria, filhotes são enfileirados em clínica após parto por cesariana - Arquivo pessoal
Observados pela voluntária Débora Faria, filhotes são enfileirados em clínica após parto por cesariana Imagem: Arquivo pessoal

José Bonato

Do UOL, em Ribeirão Preto (SP)

30/07/2012 10h51

Uma cachorra vira-lata deu à luz 15 filhotes num parto de emergência realizado na última sexta-feira (27) em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo). O normal, segundo veterinários, seria a cadela ter até no máximo nove filhotes.

Como Gaúcha, que tem aproximadamente três anos e se parece com um beagle, não apresentava dilatação suficiente, o nascimento ocorreu mediante cesariana, que durou duas horas. Nasceram nove fêmeas e seis machos.

Todos serão vacinados, castrados e destinados à adoção em meados de outubro, numa feira realizada pela AVA (Associação Vida Animal), segundo a voluntária e auxiliar de veterinária Luciana Mertz, 35. Por ter sido um parto por cesárea, havia o risco de a cachorra rejeitar os filhotes, o que chegou a ocorrer por algumas horas, mas foi contornado.

A explicação para prole numerosa e o tamanho “avantajado” dos filhotes de Gaúcha pode estar no pai dos cachorrinhos, um vira-lata chamado Gigante, que recebeu o nome devido ao tamanho e pertence à mesma proprietária de Gaúcha, a dona de casa Angélica Caroline Scatena, 23.
Não fosse a cesariana, Gaúcha corria o risco de morte, segundo o veterinário Jeffrey Frederico Lui, 59, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Jaboticabal (342 km de São Paulo).

“Ela não ia conseguir dar à luz normalmente porque os fetos se desenvolveram muito. Os cachorrinhos iriam morrer, apodrecer e provocar uma intoxicação que mataria a mãe.” O professor da Unesp considera raro o caso de Gaúcha.

Onde fica Ribeirão Preto

  • Arte/UOL

    Ribeirão Preto está a 313 km de São Paulo

Rodízio para mamar

Os cachorrinhos estão bem de saúde e vivendo com a mãe num quarto de uma casa de Cravinhos, cidade que fica a 20 quilômetros de Ribeirão. Para mamar, é preciso fazer um rodízio, porque não há tetas para todos. “A Gaúcha está sendo uma boa mãe, muito carinhosa. Ela só rosna um pouco quando outros cães se aproximam”, afirma a dona.

Na mesma casa em que estão Gaúcha, Gigante e os 15 filhotes vivem outros 14 cachorros. Metade fica no quintal dos fundos, e a outra parte no quintal da frente. São animais que, a exemplo de Gaúcha e Gigante, viviam nas ruas e foram adotados.

Gaúcha está se submetendo a uma dieta especial de ração misturada com fígado, leite e carne moída para garantir o sustento da ninhada.