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MP-RJ interdita obra onde homem teve crânio perfurado por vergalhão; operário segue na UTI

Apesar de ter o crânio atravessado por um vergalhão de aço de uma polegada de espessura, um operário deu entrada consciente e falando na manhã de ontem (15) no Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul do Rio. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, o homem foi submetido a cirurgia que durou seis horas. - Divulgação
Apesar de ter o crânio atravessado por um vergalhão de aço de uma polegada de espessura, um operário deu entrada consciente e falando na manhã de ontem (15) no Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul do Rio. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, o homem foi submetido a cirurgia que durou seis horas. Imagem: Divulgação

Do UOL, no Rio

20/08/2012 18h15

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) anunciou nesta segunda-feira (20) a interdição da obra onde o operário Eduardo Leite, 24, sofreu um acidente com um vergalhão que despencou do quinto andar e atingiu a cabeça da vítima, perfurando o crânio. A obra é realizada em um prédio em Botafogo, bairro da zona sul da capital fluminense.

Leite, que por um centímetro não perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, segue em observação na UTI do Hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul da cidade, sem previsão de alta. Os médicos confirmam uma evolução no quadro clínico do paciente, porém ainda não seria possível afirmar se existirão sequelas. O acidente ocorreu na última quarta-feira (15).

O prédio foi vistoriado por técnicos do Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro), que devem emitir em breve um laudo completo sobre as condições da obra. A engenheira responsável também será convocada para prestar esclarecimentos.

Em princípio, o órgão constatou um erro na movimentação dos vergalhões, que eram puxados por um guindaste. Na visão dos técnicos do Crea, os responsáveis pela obra deveriam ter isolado a área na medida em que o objeto foi içado.

Na ocasião, um vergalhão de quase dois metros perfurou o capacete do operário e atingiu uma região cerebral correspondente ao comportamento social. O objeto saiu pela testa, a cerca de um centímetro de cada olho. O impacto estimado sobre a cabeça do operário foi de 300 kg.

A cirurgia para retirar o vergalhão durou cerca de seis horas. O objeto foi puxado de cima para baixo, já que havia risco de contaminar áreas do cérebro arrastando substâncias alojadas no nariz.