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Epidemia de ebola pode ser erradicada em 2015, diz representante da ONU

Profissionais da saúde fazem testes para aprender a transportar pacientes infectados pelo vírus ebola - AFP
Profissionais da saúde fazem testes para aprender a transportar pacientes infectados pelo vírus ebola Imagem: AFP

02/01/2015 16h52

A epidemia de ebola, que já matou quase 8.000 pessoas, pode ser erradicada ainda em 2015, disse o chefe da equipe da ONU responsável pelo combate à doença.

Segundo Anthony Banbury, que está prestes a deixar o cargo, o número de novos casos deve chegar a zero até o final deste ano, mas admitiu que a tarefa é difícil.

"Estamos em uma batalha épica. Será muito difícil baixar para zero (casos), mas é o que faremos. Acho que eliminaremos o ebola em 2015", disse em entrevista coletiva.

Mas agregou que "as pessoas estão morrendo".

"Temos cerca de 600 casos novos por semana atualmente. Isso é bem abaixo dos 10 mil que prevíamos antes, mas ainda são 600 pessoas sendo infectadas por ebola, e a taxa de mortalidade varia entre 58% e 60% nos três países (mais afetados, que são Serra Leoa, Libéria e Guiné). Isso significa, então, que cerca de 360 pessoas morrem de ebola por semana. Isso é muito sério. É nossa obrigação ter metas ambiciosas para que possamos acabar com essa crise o mais rápido possível."

Infectados

A atual epidemia teve início em dezembro de 2013. No início desta semana, a Organização Mundial de Saúde informou que passou de 20 mil o número de infectados pelo vírus nos três países do oeste africano.

Mais de um terço dos casos estão em Serra Leoa.

Anthony Banbury elogiou esforços globais contra a doença

Entre os sintomas do ebola estão febre alta, sangramentos e problemas no sistema nervoso central. A doença é transmitida por fluidos corporais, como sangue e saliva.

Até o momento, não há cura definitiva, ainda que estudos recentes com vacinas tenham tido resultados aparentemente promissores. Cuidados como a reidratação de pacientes com diarreia e vômitos pode ajudar na recuperação.

Banbury reconheceu que sua missão de três meses na ONU, que acaba de chegar ao fim, fracassou no objetivo de realizar 100% dos enterros de vítimas do ebola de forma segura (para evitar a contaminação decorrente de cadáveres) e tratar 70% dos infectados.

Mas ele elogiou os esforços internacionais contra a doença.