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    • Drag Queen [10429]; LGBTTT [76465]; Parada Gay [9160];
Fotos

Luis De Lyon, 27, é o "outro lado da moeda" da drag Mina de Lyon. Ele é um dos finalistas do reality show "Academia de Drags", que já está na sua segunda temporada exibida em canal próprio pelo YouTube Lucas Lima/UOL Mais

Luis de Lyon se maquiando para se transformar na drag queen Mina da Lyon. "Nasci no interior do Paraná, estudei gastronomia, fui trabalhar numa chocolataria em Foz do Iguaçu. Mas achava aquela vida 'uó'. Sempre fazendo o mesmo chocolate, vendo as mesmas pessoas. Eu não aguentava. Queria brilho, queria glamour, luxo, poder e glória. Não sabia o que fazer e acabei saindo de casa, fui morar na Europa, onde vive muitas dificuldades, mas também me descobri e me afirmei em muitos sentidos" Lucas Lima/UOL Mais

"Depois de voltar ao Brasil, eu vim para São Paulo atrás de cursos de cinema e audiovisual. Não queria mais trabalhar em cozinha. Quero ser a estrela que eu nasci para ser. Vi o programa do Ru Paul, como todas as bichas novas que estão fazendo drag hoje em dia, e procurei saber mais sobre o assunto. Participei de uma oficina de drag no Sesc Santana (zona norte de São Paulo). Quando pintei a minha boca pela primeira vez eu me emocionei muito. Tive certeza que era isso que queria fazer na vida", diz Luis de Lyon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Mina de Lyon Lucas Lima/UOL Mais

"Eu sempre gostei das câmeras. E tinha medo de nunca conseguir viver isso, porque era tímido demais, não me aceitava muito bem. Mas desde criança eu adorava me vestir de mulher. Nas festas juninas do colégio eu fazia um personagem imitando o sotaque das minhas tias do sul. Uso esse recurso com a minha drag também", diz Luis de Lyon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Mina de Lyon Lucas Lima/UOL Mais

"Gosto muito do nome Mina por conta da Mina Harker, a personagem que é transformada em vampira pelo Conde Drácula no romance do Bram Stoker. Sempre tive a pira de ser vampira, imortal. Quando adotei minha gata, batizei de Mina. Quando você vai fazer drag, tem que escolher o nome do seu primeiro pet, e assim foi. O 'de Lyon' veio da estação Gare de Lyon, em Paris. Achei o nome lindíssimo e adotei como sobrenome. Quando morei na Europa passei a me apresentar como Luis de Lyon", diz Luis de Lyon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Mina de Lyon Lucas Lima/UOL Mais

"Não quero que as pessoas separem a Mina do Luis. Eu sou a Mina. Tudo que eu faço normalmente, eu também faço como Mina. Mas com maquiagem fica mil vezes mais engraçado. Mas somos a mesma pessoa", diz Luis de Lyon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Mina de Lyon Lucas Lima/UOL Mais

"Nesse ano fui chamado para participar da 'Academia de Drags'. Está sendo maravilhoso, quero aproveitar muito esse momento. Passar o dia falando com quem me admira. As pessoas tem um carinho muito grande. Sonho em deixar um legado para as pessoas e ajudar elas a se aceitarem como são",diz Luis de Lyon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Mina de Lyon Lucas Lima/UOL Mais

"Para as bichas novas que eu encontro e me pedem conselhos eu procuro passar um recado: se você ainda não paga as suas contas, siga as regras dos seus pais. Entenda que eles têm que aprender a aceitar você como é, mas que você também tem que entendê-los. Mas a partir do momento que você é uma pessoa independente, não brigue com seus pais. Mostre para eles que você é feliz e tem uma vida boa",diz Luis de Lyon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Mina de Lyon Lucas Lima/UOL Mais

"Nunca fui sexual com a Mina. Nunca quis que vissem ela como algo sexual. Sou um palhaço elegante. Na linguagem de drag, chamam de ?caricata?. É um estilo que poucos fazem. Honestamente? Ninguém faz tão bem como eu", diz Luis de Lyon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Mina de Lyon Lucas Lima/UOL Mais

"Discordo quando dizem que ser drag é assim ou assado. Que mulher não pode ser drag, que você tem que fazer isso ou aquilo. Se for assim não precisa me chamar de drag. Pode chamar de artista. Não preciso de uma terminologia para ficar brigando. Quero saber da arte que as pessoas tem para mostrar. Não me interessam os rótulos babacas de sempre", diz Luis de Lyon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Mina de Lyon Lucas Lima/UOL Mais

"O Luis e a Mina são muito fortes. Sou um cara que já foi estapeado na cara pela vida e nunca baixou a cabeça", diz Luis de Lyon. Na foto, ele como a drag queen Mina de Lyon Lucas Lima/UOL Mais

Víctor Ivanon, 22, estudante de design, é o criador de Ivana Wonder, drag queen que ele classifica como "sem gênero definido, um monstro no sentido mais bonito da palavra" Lucas Lima/UOL Mais

"Sempre criei muitos personagens. Sou filho único e cresci sozinho. Criava mil pessoas e mil coisas. Eu acho que a Ivana é minha personagem real, é o único personagem que eu consegui tirar do papel. Como é minha criação, ela tem muitas coisas minhas. No meu guarda roupas tenho peças que eu e ela usamos, as coisas se misturam", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"Uma amiga assistia o seriado da Ru Paul e dizia que eu tinha que ver, que era a minha cara. Eu nem ligava muito. Eu nunca fui um cara que gostava de maquiagem. Mas os destino dá voltas. Eu assisti e gostei. Comecei a me maquiar. Eu me montava em casa, mas não saia na rua. Ainda me via Victor em maquiagem. Não via a Ivana, personagem. Isso não existia ainda. Sempre fui muito gráfico. Eu sempre adorei desenhar, e desenhar na minha própria cara era um desafio novo", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"Na primeira vez que saí montado, a maquiagem ainda era um pouco precária. Mas lembro que muita gente veio falar comigo, foi muito divertido. Aí que o personagem começou a surgir. Você começa a perceber que as pessoas não estão lidando com a pessoa que você é, elas estão vendo a maquiagem, então lidando com o personagem", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"Muitas drags têm crises de identidade por não saberem se as pessoas gostam da personagem ou da pessoa que está por trás. Eu não tenho tanto esse problema porque somos praticamente a mesma coisa, a gente bebe da mesma fonte", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"As primeiras drags que vi em São Paulo eram sempre super femininas, tinham cabelão. Eu tentei entrar nesse padrão, comprei peruca, me depilei. Quando fiquei pronto e me olhei no espelho, comecei a chorar! Não queria ser aquilo. Decidi nem sair de casa naquela noite. Esse foi o momento de bifurcação que me fez pensar em que caminho eu queria seguir para isso. Continuar o padrão existente ou tentar outra coisa", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"O padrão é sempre o homem reproduzindo um papel de mulher. E acho que tudo bem ser assim. Mas eu não me identificava. Não gosto de peruca, não é confortável para mim", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"Eu aprendi a amar a palavra 'transformista', porque acho que é isso que a gente faz. Nós transformamos o nosso corpo em outra coisa, em outro ser. Acho 'transformista' muito mais adequado do que 'drag' no Brasil", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"Nunca fiz questão de levar uma vida normativa. A frase que mais ouvi na vida foi 'por que você vai sair assim? Por que vai se vestir desse jeito?'. No dia a dia sempre gostei de usar roupas extravagantes. Sempre gostei de ser assim. Mas ao mesmo tempo sou muito tímido. Acho que minha imagem é minha defesa", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"Quando coloco os cílios e o batom, é um divisor de águas. A pose muda completamente. Como se fosso 'O Médico e o Monstro'. Começo a fazer poses, cara de má", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"Fazer drag é um ato extremamente político, tanto para homens como para mulheres. Para o homem isso é mais marcante porque a sociedade é machista. Dificilmente vejo um olhar de raiva nas ruas. Primeiro sinto espanto, depois admiração. A gente grita pela nossa imagem, então as pessoas nos admiram pela nossa coragem de enfrentar um mundo horroroso que está aí fora", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"Todo mundo pode fazer drag. No princípio eram homens se vestindo de mulher. OK, esse era o princípio, mas não precisamos seguir isso eternamente. Cada um tem que se encontrar no que se sente confortável. Se sentirem bem, acho incrível. Se mostrar para o mundo é uma questão educativa. Se você ficar escondido, as pessoas nunca vão se acostumar com o diferente. Talvez elas nunca se interessem pelo diferente, porque nunca vão conhecer", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele se prepara para se tornar a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

"Acho que a Ivana é uma criatura 'agênera', ela não tem definição. É impossível definir. Às vezes saio e me sinto um homem. Às vezes me sinto super feminino. E acho que sou assim no dia a dia", diz Víctor Ivanon. Na foto, ele como a drag queen Ivana Wonder Lucas Lima/UOL Mais

A maquiagem e a transformação interna que deram origem a duas drag queens

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