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"Manipulação de estatísticas é manobra de regimes totalitários", diz Mendes

Gilmar Mendes, ministro do Supremo, e tuíte que reflete o absurdo. A desinformação mata. Como o totalitarismo. É inaceitável! - Foto: Carlos Moura/SCO/STF; Reprodução/Twitter
Gilmar Mendes, ministro do Supremo, e tuíte que reflete o absurdo. A desinformação mata. Como o totalitarismo. É inaceitável! Imagem: Foto: Carlos Moura/SCO/STF; Reprodução/Twitter
Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário - e frequentemente é necessário -, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

07/06/2020 10h58

Gilmar Mendes, ministro do Supremo, foi ao ponto em sua conta no Twitter:
"A manipulação de estatísticas é manobra de regimes totalitários. Tenta-se ocultar os números da #COVID19 para reduzir o controle social das políticas de saúde. O truque não vai isentar a responsabilidade pelo eventual genocídio. #CensuraNao #DitaduraNuncaMais"

Na mosca!

É precisamente de crimes contra a humanidade que tratam os posts acima: são cometidos tanto por Jair Bolsonaro e seus subordinados como pelo Estado brasileiro.

Chega a ser espantoso!

Sempre que Bolsonaro é protagonista em algum assunto, comete-se um erro ao achar que ele chegou ao limite da estupidez. O "Mito" sempre pode mais.

Informa O Globo:
O presidente Jair Bolsonaro comentou, na manhã deste sábado, a demora na divulgação de dados da Covid-19 no país. "Para evitar subnotificação e inconsistências, o Ministério da Saúde optou pela divulgação às 22h, o que permite passar por esse processo completo. A divulgação entre 17h e 19h, ainda havia risco subnotificação. Os fluxos estão sendo padronizados e adequados para a melhor precisão", escreveu ele no Twitter, citando nota do Ministério da Saúde.

Em reação às mudanças do governo na política de divulgação dos dados sobre a Covid-19 no Brasil, o Congresso e o Tribunal de Contras da União (TCU) preparam um sistema paralelo de contabilidade dos números da doença. A ideia consiste em reunir os dados das secretarias estaduais de Saúde. O ministro da Corte de Contas Bruno Dantas anunciou que cogita "propor ao TCU e aos tribunais de contas estaduais que requisitemos e consolidemos dados estaduais para divulgação diária até 18h".

Registra ainda o jornal:
A declaração foi criticada por pesquisadores, médicos e ex-integrantes do ministério.

— Não faz sentido recontar dados. Fala mostra a inexperiência na gestão do Ministério da Saúde. Não tem sentido fazer essa revisão. os países quando fazem a revisão, o número em geral aumenta. Ninguém faria um aumento propositado, é impensável - afirmou o médico João Gabbardo, ex-secretário-excutivo do ministério na gestão de Luiz Henrique Mandetta.

Mandetta também criticou as mudanças e a ameaça de revisão dos dados. Ele também fez analogias com problemas semelhantes ocorridos durante a ditadura militar.

— Em 1975, no regime militar, houve epidemia de meningite e aquilo foi escondido, até a hora que se teve que fazer uma campanha de vacinação à jato porque o número de mortes era escondido. E quando eclode, não tem jeito, porque a morte é um fato, não tem como esconder. É uma tragédia o desmanche da informação - afirmou Mandetta, em transmissão pela internet do Instituto de Direito Público (IDP).

RETOMO
Bolsonaro e os psicopatas com os quais se aconselhou erraram todas. A "gripezinha", mesmo com o distanciamento social posto em prática por governadores, pode ultrapassar a marca de 160 mil mortos em agosto, no que será a maior tragédia da história brasileira e uma das maiores do mundo em qualquer tempo.

Fosse por ele, o país experimentaria uma hecatombe.

Ainda que não morresse mais ninguém, o desastre já é gigantesco.

Resta, então, tentar esconder os números.

A propósito, por onde anda o grande pensador e sábio das esferas Osmar Terra?

Sim, senhores! Estamos falando de crimes contra a humanidade.