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Reinaldo Azevedo

Na Folha: Os números do Datafolha e a neutralidade diante da câmara de gás

@JAO GF
Imagem: @JAO GF
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Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário - e frequentemente é necessário -, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

27/05/2022 08h42

Não temam tanto um autogolpe de Jair Bolsonaro caso ele perca a eleição no primeiro turno ou no segundo. A democracia será golpeada se ele vencer, o que é possível, embora pareça improvável, como revelam números do Datafolha. Se a eleição fosse hoje, Lula teria 54% dos votos válidos no cenário mais provável, não precisando ir para o embate final. O petista tem 48% das intenções de voto e é rejeitado por 33% apenas. Votariam no atual presidente 27%, e 54% o rejeitam. Nota: a eleição não é hoje. Por mais que Bolsonaro vocifere, não é a derrota que o torna especialmente perigoso. A exemplo de todo autoritário, a vitória lhe assanharia ainda mais a sede de mando. Um golpe da derrocada já nasceria sob o símbolo da farsa. Já a vertigem da vitória teria mais chance de arrastar aventureiros. Essa é não mais do que uma constatação, não um convite para uma causa. Não tenho argumentos para a neutralidade diante de um massacre ou da câmara de gás.

Assim, o jacobinismo nem-nem não se sinta atingido, dispensando-se de elevar o sarrafo do estilo furibundo. Afinal, a democracia ou é valor inegociável ou nunca será, e um meio-covarde sempre valerá por um covarde inteiro. De resto, na ordem das coisas, a grandiloquência independentista, acompanhada da retórica virulenta, costuma ser inversamente proporcional à importância do grandiloquente. Causa mais tédio do que indignação. Ninguém reivindique o privilégio da citação encoberta. A exemplo de Gil Vicente, falo com as personagens "Todo Mundo" e "Ninguém".
(...)
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