Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Veterinário ajudará polícia na investigação dos cães apreendidos no caso Bruno

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

O médico-veterinário Fernando Pinto Pinheiro, que há 12 anos trabalha como voluntário da Polícia Civil de Minas Gerais, chegou durante a manhã desta terça-feira (13) ao DI (Departamento de Investigações), na capital mineira, para uma reunião com o delegado Edson Moreira sobre a investigação do desaparecimento da ex-amante do goleiro Bruno Souza, Eliza Samudio.

Pinheiro deve orientar a polícia na investigação que envolve os dez cães da raça rotweiler e um vira-lata apreendidos na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola ou Paulista, em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte, na semana passada. Bola é apontado pela polícia como quem executou a vítima, por estrangulamento.

O veterinário disse que vai conversar com o delegado sobre a metodologia a ser utilizada em relação aos animais. Segundo ele, uma análise das fezes recolhidas no dia em que a polícia encontrou e recolheu os cães pode ser feita. “O cão é um carnívoro. E ele jamais recusa carne. Em relação aos rotweillers, eles são extremamente vorazes, agressivos, perigosos e se não forem adestrados corretamente, podem ficar incontroláveis e mais perigosos que os pitbulls”, afirmou.

Depoimentos colhidos até agora dão conta de que partes do corpo de Eliza podem ter sido devoradas pelos cães, com o objetivo de ocultar o cadáver.

Os cães estão recolhidos no Centro de Zoonoses da Prefeitura de Belo Horizonte, localizado no bairro São Bernardo, região nordeste da capital.

Especialistas falam do sentimento de impunidade e comportamento do goleiro

Habeas corpus
A equipe de advogados dos suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio deve entrar nesta terça-feira (13) com os pedidos de habeas corpus para seus clientes --o goleiro Bruno Souza, a mulher dele, Dayanne de Souza, o ex-policial Bola, os amigos do jogador Luiz Romão, o Macarrão, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e Flávio Caetano de Araújo, o primo Sérgio Rosa Sales Camelo e o caseiro Elenilson Vitor da Silva.

Liderados por Ércio Quaresma, os advogados tiveram ontem, pela primeira vez, acesso ao inquérito do caso, depois de mais de uma semana de tentativas e trocas de acusações com a polícia.

O advogado Zanone Junior, que faz parte da defesa, informou que fará o pedido ainda hoje assim que conseguir reunir todos os documentos necessários. Entretanto, segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, até 9h30 o pedido ainda não havia sido apresentado.

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