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Brasileira que podia ser a mais alta do mundo morre aos 48 anos no RS

Do UOL Notícias, em Porto Alegre

09/12/2011 15h15

A gaúcha Kátia D'Ávilla Rodrigues, de 48 anos, que poderia ser a mulher mais alta do mundo, morreu na noite dessa quinta-feira (8) em Porto Alegre. Moradora de Gravataí, na região metropolitana, ela sofria de gigantismo e media 2,38 metros de altura.

Kátia pode ter sido a mulher mais alta do mundo- -segundo o livro de recordes do Guinness, o título pertence à chinesa Yao Defen, que tem 2,34 metros.

Brasileira que podia ser a mais alta do mundo morre no RS
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Internada desde o dia 10 de novembro no Hospital São Lucas da PUC-RS devido a uma infecção pulmonar, Kátia foi transferida para a UTI no último dia 16.

Porém, sua saúde estava muito debilitada e ela não resistiu. “Sua doença complicou em tudo”, afirmou o seu médico, o endocrinologista Giuseppe Repetto, chefe do serviço de endocrinologia do mesmo hospital.

A mulher sofria de uma doença rara que aumentava o funcionamento das células do crescimento, fazendo com que ela tivesse dimensões muito maiores do que as pessoas comuns.

Sua mãe descobriu a disfunção ao levá-la, antes dos 3 anos de idade, a um especialista. Nessa idade, a menina já tinha o dobro do tamanho de sua irmã de 5 anos.

Segundo Repetto, não há notícias de uma vítima de gigantismo que tenha ultrapassado os 30 anos. Isso porque os pacientes morrem devido, principalmente, a doenças cardíacas. O coração e as válvulas não dão conta de bombear sangue a todo o corpo.

Há quatro anos, as pernas de Kátia começaram a atrofiar, o que dificultava sua locomoção. “Se Deus quiser vou conseguir caminhar. Quando eu voltar a andar ficarei realizada”, afirmou Kátia ao UOL Notícias em julho deste ano.

Até então, ela se locomovia pela casa com o auxílio de uma cadeira com rodas, mas ganhou um andador especial dias depois.

Kátia parou de crescer pouco antes de entrar na idade adulta. Porém, desenvolveu a acromegalia – doença crônica que faz crescer desordenadamente as extremidades do corpo.

Apesar de estacionar em altura, suas mãos, joelhos e mandíbula continuaram se desenvolvendo.

O enterro de Kátia foi marcado para a tarde desta sexta-feira, no cemitério de Cachoeirinha, na Grande Porto Alegre.